21:34 23 Setembro 2021
Ouvir Rádio
    Américas
    URL curta
    121137
    Nos siga no

    Frank Kendall, secretário da Força Aérea norte-americana, refere que a China está "avançando mais rápido do que eu poderia prever" com sua modernização militar, e que está preparando maneiras de os EUA enfrentarem isso.

    O objetivo de Washington deve ser demonstrar tecnologias de ponta para "assustar a China", afirmou na sexta-feira (13) Frank Kendall, secretário da Força Aérea dos EUA.

    Em entrevista ao portal Defense News publicada na terça-feira (17), o alto funcionário, que tem uma longa carreira no Pentágono, disse que já está preparando o orçamento de 2023 para a Força Aérea.

    "Tenho estado obcecado, se você quiser, com a China há bastante tempo, e sua modernização militar, com o que isso implica para os EUA e para a segurança", disse Kendall.

    "Uma das coisas em que me atualizei desde que voltei foi nossa inteligência sobre o que os chineses estão fazendo com seus programas de modernização. Eles estão avançando mais rápido do que eu poderia prever. Portanto, temos muito trabalho a fazer".

    Para combater isso, indica, a Força Aérea norte-americana está desenvolvendo uma atualização do caça de quinta geração F-35, o Block 4, que deverá aumentar seu poder computacional e acrescentará novas armas e sensores.

    Apesar disso, os avanços em sistemas autônomos em rede e inteligência não foram efetivamente implementados em todo o Exército dos EUA, adverte.

    "Temos algumas coisas que estão em preparação e que ainda não foram reveladas ao público, das quais não posso falar. Uma que foi revelada em parte é o bombardeiro B-21. Acho que isso será algo que será intimidante, será muito capaz. E há alguns outros como esse que na forja. [...] Mas acho que temos que estar continuamente pensando em outras coisas que serão intimidantes para nossos futuros inimigos", segundo Frank Kendall.

    O chefe da Força Aérea crê que os objetivos do órgão militar, mas também da Força Espacial, podem ser atingidos mesmo com os orçamentos de defesa norte-americanos crescendo apenas ao nível da inflação, mas reconhece que isso impede uma maior retirada de material antigo para libertar espaço à modernização, como foi feito nas administrações de Barack Obama (2009-2017) e Donald Trump (2017-2021).

    Mais:

    EUA revelam 'profunda preocupação' com crescente arsenal nuclear da China, aponta Blinken
    'Missão histórica': EUA vão implantar ao menos 25 caças F-22 no Pacífico em meio a tensões com China
    Relatório do Congresso dos EUA aponta fraquezas nas forças militares da China
    Tags:
    China, EUA, Defense News, F-35, B-21, Exército, Exército dos EUA, força espacial, Barack Obama, Donald Trump
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar