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    Mundo enfrenta COVID-19 no início de agosto de 2021 (16)
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    Agências de inteligência dos EUA conseguiram obter dados genéticos de amostras de vírus que têm sido estudados no Instituto de Virologia de Wuhan e estão analisando as informações, revela a CNN.

    Fontes familiarizadas com a investigação não detalharam à mídia como as agências teriam conseguido se apossar das informações confidenciais, mas disseram que os dados podem ter sido hackeados de computadores conectados a servidos externos baseados na nuvem que estiveram envolvidos na criação e processamento de dados.

    Os serviços secretos dos EUA recorreram aos supercomputadores dos Laboratórios Nacionais do Departamento de Energia dos EUA para ajudar a processar a informação. Os serviços secretos devem entregar ao presidente Biden um relatório sobre as possíveis origens de coronavírus até o final de agosto.

    Segundo a notícia, as agências de inteligência teriam enfrentado vários problemas de interpretação da informação, incluindo a necessidade de recrutar cientistas governamentais com credenciais de segurança apropriadas e conhecimentos de mandarim.

    "Obviamente existem cientistas autorizados. Mas quantos são os que falam mandariam e têm autorização? É um grupo muito pequeno. E não apenas cientistas, mas especialistas em biologia? Portanto você pode ver como isso rapidamente se torna difícil", afirmou uma fonte que não foi autorizada a revelar a sua identidade.
    Pessoal de segurança vigia fora do Instituto de Virologia de Wuhan durante visita de equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) encarregada de investigar as origens da doença do novo coronavírus (COVID-19) em Wuhan, província de Hubei, China, 3 de fevereiro de 2021
    © AP Photo / Ng Han Guan
    Pessoal de segurança vigia fora do Instituto de Virologia de Wuhan durante visita de equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) encarregada de investigar as origens da doença do novo coronavírus (COVID-19) em Wuhan, província de Hubei, China, 3 de fevereiro de 2021

    Fontes da emissora indicaram que encontrar evidências potencialmente incriminatórias no acervo de dados não seria suficiente para demonstrar que o vírus teve origem no laboratório de Wuhan em vez de ter origens naturais. Os cientistas ainda precisariam analisar pistas contextuais para determinar o que teria ocorrido, explicam as fontes.

    "Mesmo um histórico de sequência completo é difícil de obter. E por si só ele não nos diz nada sobre as origens da pandemia sem o contexto", concluiu interlocutor.

    Na segunda-feira (2), a Fox News divulgou um relatório do Partido Republicano dos EUA, declarando que a "maioria das evidências" apoia a teoria de que o vírus que causou a pandemia de COVID-19 "vazou" de um laboratório chinês.

    Em março, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um relatório após ter passado quatro semanas na cidade de Wuhan e arredores com pesquisadores chineses. A OMS disse que o vírus provavelmente foi transmitido de morcegos para humanos por meio de outro animal. A versão de vazamento da COVID-19 do laboratório chinês foi chamada de "pouco provável".

    Tema:
    Mundo enfrenta COVID-19 no início de agosto de 2021 (16)

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    Tags:
    Inteligência Nacional dos EUA, COVID-19, China, Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan, pandemia
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