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    Mundo vs. COVID-19 no final de julho de 2021 (25)
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    Presidente mexicano afirmou que vai enviar ajuda humanitária a Cuba com alimentos e remédios, por causa do embargo dos EUA, citando a importância de separar questões políticas das humanitárias.

    Presidente mexicano afirmou que vai enviar ajuda humanitária a Cuba com alimentos e remédios, por causa do embargo dos EUA, citando a importância de separar questões políticas das humanitárias.

    O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, informou nesta segunda-feira (26) que vai enviar dois navios com ajuda humanitária a Cuba. "Decidimos ajudar, ser solidários com o bloqueio [dos Estados Unidos contra a ilha]", explicou o presidente mexicano.

    Cuba começa ensaios clínicos da vacina Soberana 02 contra COVID-19 em crianças, Havana, Cuba, 29 de junho de 2021
    © REUTERS / Alexandre Meneghini
    Cuba começa ensaios clínicos da vacina Soberana 02 contra COVID-19 em crianças, Havana, Cuba, 29 de junho de 2021

    Ele confirmou que dois navios da Marinha mexicana com oxigênio e alimentos, remédios serão encaminhados para Havana durante sua entrevista coletiva matinal, realizada em Veracruz, porto no Golfo do México.

    "Agora que existe uma difícil situação de saúde em Cuba, em vez de bloquear, devemos todos ajudar, não é concebível que nestes tempos queiram punir um país independente com um bloqueio", enfatizou López Obrador.

    Chamado para o mundo

    O presidente lembrou que quase todos os países do mundo são contra o bloqueio a Cuba. Na última votação desse embargo, realizada pela 28ª vez na Organização das Nações Unidas (ONU) em junho, a resolução que exigia o fim da medida norte-americana obteve 184 votos a favor, três abstenções e dois contra (dos EUA e Israel).

    "Aproveito para fazer um apelo a todos os países do mundo para que esta manifestação que se expressa na ONU, votando contra o bloqueio, se torne um fato e que o povo cubano seja ajudado", pediu López Obrador.

    O presidente também enviou uma mensagem ao presidente dos EUA, Joe Biden, a quem disse que era hora de "tomar uma decisão sobre o assunto" do bloqueio.

    O presidente dos EUA, Joe Biden, faz comentários durante um evento para comemorar o 31º aniversário da Lei dos Americanos com Deficiências (ADA) no White House Rose Garden em Washington, EUA, em 26 de julho de 2021
    © REUTERS / EVELYN HOCKSTEIN
    O presidente dos EUA, Joe Biden, faz comentários durante um evento para comemorar o 31º aniversário da Lei dos Americanos com Deficiências (ADA) no White House Rose Garden em Washington, EUA, em 26 de julho de 2021

    "É um apelo respeitoso, do ponto de vista sem interferência, mas devemos separar o político do humanitário, a vida é o mais importante, são os principais direitos humanos, o direito à vida", disse.

    Sugeriu que, pelo menos, as famílias cubanas possam receber "remessas de quem vive e trabalha nos Estados Unidos ou em qualquer outro país do mundo".

    Ele deu o exemplo do México, país que, segundo López Obrador, recebe cerca de US$ 4 bilhões (mais de R$ 20 bilhões) por mês de seus migrantes, tornando-se sua principal fonte de renda, o que "ajudou muito a enfrentar a crise econômica".

    A ajuda que o México vai enviar se soma à que já chegou à ilha caribenha vinda da Rússia, e inclui alimentos, equipamentos de proteção individual e mais de um milhão de máscaras.

    Tema:
    Mundo vs. COVID-19 no final de julho de 2021 (25)

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    Tags:
    Cuba, México, bloqueio, EUA, ajuda humanitária, auxílio, COVID-19
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