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    Washington diz que pretende conseguir "mais espaço" para novas sanções em resposta à Havana, após protestos que tomaram as ruas da capital no último dia 11 de junho.

    O governo dos Estados Unidos está confiante de que há mais espaço para sanções contra o governo cubano no contexto de sua resposta aos protestos em andamento e atualmente está explorando opções com o Congresso, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, em uma conferência de imprensa nesta quarta-feira (21).

    Presidente cubano Miguel Diaz-Canel durante ato de reafirmação revolucionária em Havana, em 17 de julho de 2021
    © AFP 2021 / Yamil Lage
    Presidente cubano Miguel Diaz-Canel durante ato de reafirmação revolucionária em Havana, em 17 de julho de 2021

    O porta-voz disse que não é possível ainda detalhar como devem ser quaisquer sanções potenciais que as autoridades podem usar, mas avisou que os EUA procuram "maneiras de responsabilizar os funcionários do regime cubano que foram responsáveis pelo que vimos", contou.

    "Estamos confiantes de que há mais espaço", declarou Price. "Estamos explorando opções com o setor privado e com o Congresso para esse efeito", completou.

    Atualmente, Cuba está sob um bloqueio comercial dos EUA imposto na década de 1950. Apesar de tentativas anteriores de normalizar os laços bilaterais, durante a administração Trump, Washington endureceu o embargo, aplicando à nação caribenha 243 novas sanções econômicas.

    Protestos em Cuba 

    Protestos antigovernamentais começaram em 11 de junho e teriam sido desencadeados pelo descontentamento da população cubana com a falta de liberdade e a degradação da situação econômica do país.

    Emigrantes no bairro Little Havana reagem aos protestos em Cuba contra a crise econômica no país, Miami, EUA, 13 de julho de 2021
    © REUTERS / Maria Alejandra Cardona
    Emigrantes no bairro Little Havana reagem aos protestos em Cuba contra a crise econômica no país, Miami, EUA, 13 de julho de 2021
    O presidente cubano, Miguel Diaz-Canel, por sua vez, já havia declarado que alguns participantes dos protestos são patrocinados pelos EUA para provocar tumultos.

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    Tags:
    Miguel Diaz-Canel, Joe Biden, sanções, EUA, protestos, Cuba
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