04:31 27 Julho 2021
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    O presidente dos EUA, Joe Biden, chamou Cuba de "Estado falho" e disse que está buscando maneiras de fornecer serviços de Internet para o povo cubano, mas ainda sem autorizar levantamento do embargo, que tem fragilizado a nação latino-americana por várias décadas.

    Na quinta-feira (15), em uma coletiva de imprensa com a chanceler alemã Angela Merkel, que estava de visita a Washington, Biden deu sua opinião e respondeu a questões sobre a situação de Cuba.

    Presidente Biden contou à CBS News que "o comunismo é um sistema falho, um sistema falho universalmente". O presidente continua dizendo que Cuba falhou aos seus cidadãos, adicionando que também está determinando se os EUA têm capacidade para restabelecer o acesso à Internet no país [Cuba].

    No final, o presidente estadunidense acrescentou que "Cuba é, infelizmente, um Estado falho e está reprimindo seus cidadãos".

    Joe Biden, no entanto, disse que havia "um número de coisas" que seu governo estaria considerando fazer para ajudar o povo cubano, mas "eles [cubanos] necessitariam de circunstâncias diferentes ou de uma garantia de que não seriam explorados pelo governo". 

    Homem entoa cântico durante manifestações em Cuba contra o governo do país, Miami, 11 de julho de 2021
    © AFP 2021 / EVA MARIE UZCATEGUI
    Homem entoa cântico durante manifestações em Cuba contra o governo do país, Miami, 11 de julho de 2021
    Algo que foi de imediato colocado fora de questão foi a possibilidade de cubanos vivendo nos EUA enviarem dinheiro para seus familiares, pois seria, nas palavras do presidente dos EUA, "muito provável que o Estado confiscasse esses bens, ou pelos menos grande parte deles". No entanto, Biden afirmou que estaria disposto a disponibilizar uma "quantidade significativa da vacina [contra a COVID-19]" a Cuba, caso alguma organização internacional pudesse administrar as doses "de um jeito que os cidadãos comuns pudessem acessar essas vacinas".

    Joe Biden observou que o governo cubano havia, de fato, "cortado o acesso à Internet" e que Washington se encontra "considerando se temos capacidade tecnológica para restabelecer esse acesso".

    Na verdade, o governador republicano do estado da Flórida, Ron DeSantis, escreveu à Casa Branca na quarta-feira (14) pedindo ao presidente que "aja imediatamente" para permitir que as empresas norte-americanas "forneçam acesso à Internet para o povo de Cuba".

    Confrontos de pessoas com policiais durante os protestos a favor e contra o governo em Havana, Cuba, 11 de julho de 2021
    © REUTERS / Alexandre Meneghini
    Confrontos de pessoas com policiais durante os protestos a favor e contra o governo em Havana, Cuba, 11 de julho de 2021
    Por sua vez, Francis Suarez, prefeito de Miami e também republicano, sugeriu que os EUA poderiam enviar uma intervenção militar para derrubar o governo de Cuba. Porém, Biden não considerou essa opção.

    Por seu lado, Havana classificou os protestos do fim de semana passado de "provocação sistêmica" por dissidentes apoiados pelos EUA. 

    É importante sublinhar que Cuba produziu duas vacinas contra a COVID-19, mas o seu governo atual culpa Washington pelo fato de não conseguir inocular mais do que um quarto de sua população por causa da escassez de seringas causada pelo embargo dos EUA.

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    Tags:
    Internet, embargo, protestos, EUA, Cuba
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