20:01 02 Agosto 2021
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    Desde que as forças da OTAN e dos EUA começaram sua retirada do Afeganistão, o movimento Talibã (grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países) aparentemente tem conseguido estender seu controle de forma significativa pelo país, apesar das forças de segurança locais terem se esforçado para o impedir.

    O ex-presidente dos EUA George W. Bush criticou a decisão da Casa Branca em retirar suas forças do solo afegão, argumentando que se Washington e seus aliados da OTAN o fizerem, estarão deixando o destino do povo afegão nas mãos do Talibã.

    "As mulheres e meninas afegãs vão sofrer um mal indescritível. Isto é um erro [...] Elas serão simplesmente abandonadas para serem massacradas por estas pessoas muito violentas, e isso me parte o coração", comentou Bush em uma entrevista à Deutsche Welle.

    O antigo presidente acredita que também a chanceler alemã, Angela Merkel, que em breve deixará seu cargo, "se sente do mesmo jeito" sobre a retirada das forças do Afeganistão.

    Representante dos EUA para o Afeganistão, Zalmay Khalizad (à esquerda) aperta mão do representante do Talibã (Abdul Ghani Baradar) em ato de assinatura de acordo de paz entre ambos os lados em 29 de fevereiro no Qatar
    © REUTERS / Ibraheem Al Omari
    Representante dos EUA para o Afeganistão, Zalmay Khalizad (à esquerda) aperta mão do representante do Talibã (Abdul Ghani Baradar) em ato de assinatura de acordo de paz entre ambos os lados em 29 de fevereiro no Qatar

    George W. Bush iniciou a guerra no Afeganistão em 2001, após o ataque às Torres Gêmeas em Nova York em 11 de setembro desse ano. Também conhecida como Guerra ao Terror, seu principal objetivo era a erradicação da al-Qaeda (grupo terrorista proibido na Rússia e em outros países) do país, passando o alvo da missão, mais tarde, a ser o Talibã e, consequentemente, o auxílio à nação a reconstruir seu país.

    Quase duas décadas mais tarde, os EUA e as forças da OTAN começaram a se retirar do Afeganistão, depois que o ex-presidente Donald Trump negociou o processo de retirada com o grupo no ano passado.

    Por sua vez, o presidente norte-americano atual, Joe Biden, prometeu manter essa promessa, mesmo que tenha alterado a data inicial da retirada completa das forças estadunidenses de solo afegão. Biden defende esta medida, afirmando que a guerra no Afeganistão não foi iniciada para ajudar Cabul na construção da nação e que o próprio povo afegão deveria traçar seu futuro.

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    Tags:
    OTAN, George W. Bush, Talibã, Afeganistão, EUA
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