11:53 05 Agosto 2021
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    O incidente ocorre dias depois de o governo do presidente Nicolás Maduro acusar líder da oposição venezuelana de ter ligações com uma das maiores gangues criminosas do país, desmantelada na semana passada.

    O líder da oposição venezuelana Juan Guaidó denunciou nesta segunda-feira (12) que supostos membros das forças de segurança do país interceptaram seu veículo e ameaçaram prendê-lo.

    Isso já vivenciamos muitas vezes: a ameaça, a perseguição, a prisão e até o assassinato de companheiros de luta. Eles não nos intimidaram de forma alguma e não o farão. Permanecemos firmes no que buscamos: salvar a Venezuela.

    "A intimidação nunca nos impediu", afirmou Guaidó a repórteres em declarações feitas no porão de sua residência em Caracas e citado pela agência AP.

    "Eles nos perseguiram, apontaram armas para nós no nosso portão [de casa]", acrescentou, afirmando que o carro em que estava foi cercado e que os militares ameaçaram abrir as portas do veículo e só se retiraram do local por causa dos protestos de vizinhos.

    "Foi simplesmente um ato de assédio, de agressão. Isso é bastante irregular, eles entraram no lugar onde moro com minha família, com minhas filhas", insistiu.

    Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, segura cruz feita de folhas de palmeira durante pronunciamento em Caracas
    © REUTERS / Palácio Miraflores
    Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, segura cruz feita de folhas de palmeira durante pronunciamento em Caracas

    Ligações com gangue criminosa

    O incidente com Guaidó ocorre dias depois de o governo do presidente Nicolás Maduro acusar líder da oposição venezuelana e seus aliados de terem ligações com uma das maiores gangues criminosas da Venezuela, que foi desmantelada na semana passada.

    Após 70 horas de confrontos sangrentos entre criminosos e uma força combinada de 2.400 oficiais de várias forças de segurança do país, 22 pessoas descritas pelas autoridades venezuelanas como "criminosos" morreram, além de três policiais e um sargento da Guarda Nacional.

    Maduro, entre outros porta-vozes de seu governo, argumenta que as ações recentes de gangues criminosas fariam parte de um complô para desestabilizar o seu governo e que os criminosos teriam ligações com alguns líderes da oposição, inclusive Guaidó, e seriam apoiados pelos governos de Bogotá e Washington. Os adversários de Maduro rejeitaram as acusações.

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    Tags:
    Caracas, Venezuela, EUA, Colômbia, detenção, prisão, gangue, gangues, Nicolás Maduro
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