12:45 05 Agosto 2021
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    Dimitri Hérard, que até recentemente era chefe do serviço de segurança de Jovenel Moïse, o presidente haitiano assassinado nesta semana, será interrogado sobre uma série de viagens que fez à Colômbia e que coincidiram com as fases de preparação do ataque, informa o jornal colombiano La Semana.

    O ex-chefe de segurança terá que explicar à Polícia haitiana suas constantes viagens ao Equador, sempre com escala em Bogotá.

    A última viagem começou no dia 22 de maio. Depois de estar alguns dias em Quito, ele regressou de novo à capital colombiana em 29 de maio, cinco dias antes da partida da maioria dos militares colombianos aposentados para o Haiti.

    Foi durante aquela estadia de Hérard no país que os últimos detalhes do ataque foram concretizados. O jornal relata que os contatos foram feitos através do WhatsApp.

    Soldados patrulham Petion Ville, o bairro onde morava o falecido presidente haitiano Jovenel Moïse, Porto Príncipe, Haiti
    © AP Photo / Joseph Odelyn
    Soldados patrulham Petion Ville, o bairro onde morava o falecido presidente haitiano Jovenel Moïse, Porto Príncipe, Haiti

    Os investigadores do assassinato, perpetrado em 7 de julho, já manifestaram suspeitas pelo fato de nenhum membro do serviço de segurança ter sido ferido no ataque.

    Segundo o jornal, o interrogatório de Hérard deverá ser realizado nos dias 13 e 14 de julho.

    Na manhã de quarta-feira (7), Jovenel Moïse, presidente do Haiti, foi assassinado a tiros em sua residência.

    De acordo com a Polícia haitiana, o ato foi perpetrado por um grupo de 28 mercenários, 26 dos quais eram colombianos e dois haitianos-americanos.

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    Tags:
    Haiti, Colômbia, Jovenel Moïse, mercenários, assassinato
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