01:45 24 Junho 2021
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    Os EUA ordenaram que os oleodutos nacionais reportassem qualquer suspeita de ataque cibernético ao governo, sendo apenas uma parte da série de requerimentos impostos após o ataque ao oleoduto Colonial Pipeline.

    Nesta quinta-feira (27), o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, na sigla em inglês) lançou um comunicando informando sobre o novo procedimento.

    "Hoje, o Departamento de Administração para a Segurança dos Transportes [TSA] anunciou uma Diretiva de Segurança que permitirá ao departamento identificar, proteger, e responder melhor às ameaças a empresas críticas no setor de oleodutos", disse o DHS em uma coletiva de imprensa.

    A diretiva requer que os donos e operários de oleodutos reportem incidentes de segurança cibernética, tanto confirmados como potenciais, à Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura (CISA, na sigla em inglês) do DHS. As empresas também deverão designar um coordenador de segurança cibernética que esteja disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana.

    Uma fila de veículos segue em direção a um posto de gasolina Wawa, depois que um ciberataque paralisou o maior duto de combustível do país, operado pela Colonial Pipeline, em Tampa, Flórida, EUA, 12 de maio de 2021
    © REUTERS / Octavio Jones
    Uma fila de veículos segue em direção a um posto de gasolina Wawa, depois que um ciberataque paralisou o maior duto de combustível do país, operado pela Colonial Pipeline, em Tampa, Flórida, EUA, 12 de maio de 2021

    Em 7 de maio deste ano, a Colonial Pipeline, principal operadora de dutos de combustível dos EUA, anunciou o fechamento de toda sua rede após um ataque cibernético.

    Entre os dados roubados estariam os endereços de e-mail empresariais, documentação interna e dados pessoais dos funcionários, inclusive cópias de seus passaportes.

    Este ataque cibernético resultou em uma crise de combustível nos estados norte-americanos da Flórida, Geórgia, Carolina do Norte e Virgínia.

    O Departamento Federal de Investigação (FBI, na sigla em inglês) atribuiu o ataque ao grupo de hackers chamado DarkSide, que, segundo o presidente dos EUA, Joe Biden, o realizou a partir da Rússia. Contudo, Moscou negou todas as acusações.

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    Tags:
    Departamento de Segurança Interna dos EUA, hacker, oleoduto, cibersegurança, EUA
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