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    Mundo em meio à pandemia da COVID-19 no fim de maio de 2021 (61)
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    Nesta terça-feira (26), um grupo de personalidades identificadas com o kirchnerismo pediu ao presidente Alberto Fernández para que suspenda o pagamento da dívida externa por conta da pandemia da COVID-19.

    Além da suspensão do pagamento das dívidas, o grupo também deseja impor uma série de condições para negociar com o Fundo Monetário Internacional (FMI). 

    De acordo com o Clarín, especialistas que acompanham de perto as negociações argentinas com o FMI em Washington destacaram que o documento "mina a credibilidade" de um compromisso que o governo pode firmar.

    Martín Guzmán, encarregado das negociações com o fundo, criticou as pautas do grupo e disse que qualquer acordo que possa ser alcançado pode ser "anulado" por "ações internas do kirchnerismo".

    O grupo que divulgou a carta, chamada de "Proclamação de 25 de maio", é composto por políticos, atores e jornalistas. O objetivo do documento é dizer para Alberto Fernández como negociar com o FMI.

    Eles solicitam que: haja suspensão dos pagamentos de capital e juros ao organismo e ao Clube de Paris devido à pandemia; que os vencimentos sejam renegociados e a sobretaxa de juros seja reduzida; que seja criada uma investigação de funcionários sobre o crédito concedido em 2018.

    O presidente da Argentina, Alberto Fernández, durante pronunciamento.
    © AFP 2021 / Esteban Collazo/Presidência da Argentina
    O presidente da Argentina, Alberto Fernández, durante pronunciamento.

    A carta chega em um momento delicado para a negociação da dívida. O Clube de Paris, o FMI e Washington, nos EUA, exigem compromissos que a Argentina é temerária em assumir.

    O governo Fernández não quer um calote, mas a carta cria pressão política neste sentido, uma vez que o país enfrenta graves consequências econômicas em razão da pandemia.  

    No documento, que tem dez páginas, consta: "O país encontra-se em situação de 'estado de necessidade' que impõe os compromissos de dívidas contraídas, principalmente como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e outros organismos". Em seguida, propõe ao presidente sete pontos básicos para negociação.

    O primeiro é "promover a suspensão de dois pagamentos (incluindo) juros para o FMI e o Clube de Paris, enquanto se estender a emergência sanitária".

    O documento pede ao governo também para "reprogramar vencimentos com todos os organismos financeiros internacionais", e "investigar a destinação dos recursos do referido empréstimo para identificar os responsáveis ​​pela fuga de capitais".

    Pessoas carregam um caixão no cemitério de Flores, em meio ao surto da COVID-19 em Buenos Aires, Argentina, 21 de abril de 2021.
    © REUTERS / AGUSTIN MARCARIAN
    Pessoas carregam um caixão no cemitério de Flores, em meio ao surto da COVID-19 em Buenos Aires, Argentina, 21 de abril de 2021

    Tema:
    Mundo em meio à pandemia da COVID-19 no fim de maio de 2021 (61)

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    Tags:
    COVID-19, crise na Argentina, Argentina, Alberto Fernández, Cristina Kirchner, Néstor Kirchner, kirchnerismo, dívida externa, dívida, FMI, Reunião do FMI
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