01:31 21 Junho 2021
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    No Peru, militantes do Sendero Luminoso mataram pelo menos 14 pessoas, incluindo duas crianças, e queimaram alguns cadáveres até ficarem irreconhecíveis, segundo informou o Comando Conjunto das Forças Armadas do Peru na segunda-feira (24).

    Na noite de domingo (23), o grupo guerrilheiro, Sendero Luminoso, matou 14 pessoas ainda não identificadas, disseram militares peruanos no comunicado. O incidente ocorreu na região do Valle de los Ríos Apurímac, Ene e Mantaro, conhecida pelas siglas VRAEM. O local é identificado por produzir 75% da cocaína proveniente do Peru, de acordo com as autoridades.

    Panfletos encorajando peruanos a absterem-se de votar nas eleições presidências em 6 de junho foram encontrados no local do assassinato. Os militares chamaram os assassinatos de "ato de genocídio" e afirmaram que o Sendero Luminoso anteriormente classificou tais ataques como uma forma de "limpeza social".

    Patrulhas das Forças Armadas peruanas foram enviadas à área para realizarem operações de reconhecimento e combate. O comunicado reafirmou o compromisso dos militares de continuar lutando contra o terrorismo e assegurou aos peruanos "um processo eleitoral seguro".

    O Comando Conjunto das Forças Armadas do Peru informa à opinião pública o seguinte:

    VRAEM é centro de operações constantes das forças de segurança contra os militantes do Sendero Luminoso, que atuam como guarda-costas para traficantes, segundo a polícia.

    O grupo rebelde maoísta Sendero Luminoso, há muito tempo considerado pelo governo uma guerrilha terrorista, lançou um dos conflitos internos mais mortíferos da América Latina na década de 1980. É estimado que 69 mil pessoas foram mortas.

    O Sendero Luminoso começou a desaparecer no início dos anos 1990 após a detenção de seu fundador, Abimael Guzmán, e desde então se transformou em um grupo criminoso com laços com narcotraficantes.

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    Tags:
    militares, guerrilheiros, Sendero Luminoso, mortes, Peru
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