23:44 23 Junho 2021
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    A Embaixada da Rússia na Colômbia expressou surpresa com as declarações do ministro da Defesa colombiano, Diego Molano Aponte, que acusou a Rússia de ataques cibernéticos e incitação à violência no país latino-americano por meio de redes sociais.

    "A embaixada da Rússia expressa profunda perplexidade com as declarações do ministro da Defesa colombiano, Diego Molano, feitas em 17 de maio, em entrevista a um dos principais meios de comunicação espanhóis, El Mundo. Em particular, o alto funcionário colombiano, em resposta à questão se houve interferência estrangeira por meio de redes sociais destinadas a incitar a violência, disse que, citamos, 'houve ataques cibernéticos que vieram, em particular, da Rússia'", divulgou a embaixada nesta sexta-feira (21).

    Manifestantes participam de protesto exigindo ação do governo para combater pobreza, violência policial e desigualdades nos sistemas de saúde e educação, Medelín, Colômbia, 18 de maio de 2021
    © REUTERS / Stringer
    Manifestantes participam de protesto exigindo ação do governo para combater pobreza, violência policial e desigualdades nos sistemas de saúde e educação, Medelín, Colômbia, 18 de maio de 2021

    De acordo com a missão diplomática russa, o ministro da Defesa fez declarações semelhantes em entrevista ao jornal colombiano Tiempo.

    "Rejeitamos veementemente essas alegações. Essas graves acusações contra nosso país, que consideramos totalmente infundadas e não amparadas por evidências específicas, de forma alguma contribuem para o desenvolvimento de relações tradicionalmente amistosas entre Rússia e Colômbia", observou a embaixada.

    A missão diplomática russa também expressou condolências pelas mortes relatadas durante os protestos na Colômbia. As manifestações em todo o país começaram na Colômbia em 28 de abril em protesto contra a reforma tributária.

    Embora o projeto de reforma tenha sido retirado posteriormente, os protestos continuam. Organizações trabalhistas e estudantis exigem reformas sociais e de saúde, desmilitarização das cidades e dissolução das forças do Esquadrão Móvel Anti-Perturbação.

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    Tags:
    protestos, ministro, Moscou, violência, Colômbia, Rússia
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