23:17 23 Junho 2021
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    Os Estados Unidos se opõem fortemente ao Nord Stream 2, enquanto promovem a venda de seu próprio gás liquefeito para a Europa. Mas agora reconhecem que não havia meios de impedir o avanço do projeto.

    Na quinta-feira (20), a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, defendeu a decisão do governo Biden de renunciar às sanções contra o Nord Stream 2 (Corrente do Norte 2), argumentando que o projeto de construção do gasoduto estava quase concluído, e que nada poderia ser feito para o obstruir.

    Ao ser indagada sobre o projeto em uma entrevista coletiva na Casa Branca, por Peter Doocy, um jornalista norte-americano, Psaki argumentou que Washington continua a se opor ao Nord Stream 2, mas que a maior parte da infraestrutura já havia sido concluída, "como impediríamos um projeto em outro país que já havia sido 95% construído?", questionou a porta-voz na resposta ao jornalista.

    Doocy contra-argumentou que uma das primeiras medidas do presidente Joe Biden foi cancelar o oleoduto canadense Keystone XL, como forma de mostrar "liderança climática", e sendo assim, como seria possível cancelar esse oleoduto e permitir o progresso do Nord Stream 2.

    Psaki respondeu, novamente alegando, que os EUA expressaram sua oposição ao gasoduto por meio de "canais públicos e privados".

    A administração dos Estados Unidos havia imposto sanções contra o operador das obras do oleoduto, a empresa Nord Stream 2 AG, e seu CEO, mas as suspendeu imediatamente devido a preocupações de interesse nacional. 

    Nord Stream 2 é um gasoduto que aumentará as capacidades de fornecimento de gás do Nord Stream 1 e dobrará o fornecimento de gás natural da Rússia para a Alemanha através do mar Báltico. 

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    Tags:
    Rússia, Alemanha, gasoduto, EUA, Nord Stream 2
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