20:35 18 Junho 2021
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    A renúncia ocorre após a publicação de um vídeo, que Claudia Blum supostamente pediu para ser divulgado, mostrando uma visão tendenciosa dos protestos na Colômbia.

    A ministra das Relações Exteriores da Colômbia, Claudia Blum, apresentou nesta quinta-feira (13) sua renúncia ao cargo, que ocupava desde novembro de 2019.

    "Desejo apresentar-lhe, da forma mais respeitosa, minha irrevogável renúncia ao cargo de ministra das Relações Exteriores, com efeito imediato", diz a carta datada de terça-feira, 11 de maio, que Blum enviou ao presidente colombiano, Iván Duque.

    Com esta carta, a agora ex-chanceler Claudia Blum apresentou sua renúncia. Seu efeito foi imediato. Como sua gestão, não diz muito.

    Sua saída do ministério ocorre apesar de Blum ter viajado para Madri, Bruxelas e Haia para se reunir com delegados da Organização das Nações Unidas (ONU), a União Europeia (UE) e diplomatas colombianos.

    A renúncia ocorre após Laura Gil publicar um vídeo que Blum teria pedido para compartilhar entre funcionários e gerentes da Tecnoquímicas, empresa de produtos médicos, sanitários e veterinários com sede em Cali, presidida pelo marido da chanceler, Francisco José Barbier.

    Manifestantes montam barricada durante protestos em Cali, na Colômbia
    © REUTERS / Juan Bautista / Stringer
    Manifestantes montam barricada durante protestos em Cali, na Colômbia

    O vídeo, narrado em inglês, é uma espécie de denúncia com duração de quase seis minutos e que mostra imagens de atos isolados de violência ocorridos no contexto das manifestações na Colômbia e onde consta que as marchas "são promovidas por grupos violentos e políticos de esquerda cujo objetivo é tomar o país".

    No registro afirma-se ainda que o senador Gustavo Petro e o presidente venezuelano Nicolás Maduro, junto com grupos "narcoterroristas", teriam organizado e financiado "ataques terroristas urbanos" que foram encobertos pelos protestos.

    Blum esteve à frente do Ministério das Relações Exteriores por pouco mais de um ano e foi precedida pelo falecido Carlos Holmes Trujillo, que ingressou na pasta da Defesa. O cargo deve ser ocupado temporariamente pela vice-chanceler Adriana Mejía.

    Após sua nomeação, Blum foi alvo de uma polêmica após a divulgação de uma conversa que manteve com o embaixador da Colômbia nos Estados Unidos, Francisco Santos, onde se referiam às estratégias de ingerência do país sul-americano nos assuntos internos da Venezuela.

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    Tags:
    vídeo, ministro, renúncia, manifestações, violência, relações exteriores, Colômbia
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