10:11 23 Junho 2021
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    Militares norte-americanos em serviço e reformados criticaram carta aberta de 124 generais que duvidaram da saúde física e mental do presidente dos EUA, Joe Biden.

    Conforme as palavras do coronel reformado Jeffrey McCausland, participar de uma "campanha antidemocrática" como essa, que pode levar à revisão dos resultados das eleições do presidente norte-americano, é arriscado.

    McCausland notou que a carta referida cria um precedente perigoso, uma vez que os Estados Unidos são considerados "um dos poucos países democráticos, no qual os militares nunca ameaçaram tomar o poder".

    "Isto é realmente, na minha opinião, um clássico exemplo muito ruim da erosão das relações civil-militares nos Estados Unidos da América, que é o alicerce de nossa democracia", expressou o militar em entrevista ao jornal HuffPost.

    O fuzileiro naval reformado Alex McCoy, por sua vez, avaliou a carta de generais aposentados como uma traição.

    "Historicamente, militares reformados têm sido um solo fértil para movimentos fascistas, golpes de Estado e ataques à democracia ou um apoio para os movimentos pró-democráticos [...], cumprindo a promessa de nossa Constituição contra um grupo pequeno de pessoas sedentas de poder que procuram nos dividir e minar a vontade do povo", considerou o fuzileiro naval reformado.

    Do ponto de vista de McCoy, ao escrever tal carta, os veteranos traíram a maioria dos militares norte-americanos que permanece fiel a seus juramentos.

    Em 10 de maio, mais de 120 generais e almirantes dos EUA publicaram uma carta aberta com críticas a Joe Biden, apontando que "a sobrevivência de nossa nação [...] está em jogo". Segundo os insatisfeitos, a saúde física e mental do líder norte-americano não lhe permite tomar rapidamente decisões no âmbito de segurança nacional.

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    Tags:
    saúde mental, militares, traição, Joe Biden
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