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    Segundo Antony Blinken, secretário de Estado norte-americano, Taipé não pode ser excluída da organização, mas Pequim adverte contra "atividades separatistas" do território, que diz fazer parte da China.

    Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA, exortou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a convidar Taiwan para participar da próxima reunião da Assembleia Mundial da Saúde (AMS).

    "Não há nenhuma justificativa razoável para a contínua exclusão de Taiwan deste fórum, e os Estados Unidos instam o diretor-geral da OMS [Tedros Ghebreyesus] a convidar Taiwan a participar como observadora na AMS, como fez em anos anteriores, antes das objeções registradas pelo governo da República Popular da China", disse Blinken em uma declaração na sexta-feira (7), citado pelo jornal Newsweek.

    Também na sexta-feira (7), o Departamento de Estado indicou que Taiwan precisa ser ouvida sobre o combate ao coronavírus, e elogiou o "excelente controle [taiwanês] da COVID-19 e [...] doações [de equipamentos de proteção pessoal para outros países]", com os quais Washington sugeriu "demonstrar a forte contribuição [taiwanesa] para a saúde global".

    Pequim tem rejeitado vocalmente a participação de Taipé na AMS nos últimos anos, considerando o território uma província separatista destinada a um dia se reunir com o continente, incluindo na sexta-feira (7), com Zhu Fenglian, porta-voz do Escritório de Assuntos de Taiwan rejeitando "todas as atividades separatistas de 'independência de Taiwan'", que afirma estarem condenadas.

    A China tem bloqueado o status de observadora a Taiwan na assembleia desde 2016, depois que o país a integrou pela primeira vez em 2008. A OMS referiu que Taiwan pode ser aceita na organização através de "uma resolução ou decisão adotada por maioria simples de seus 194 membros".

    Uma candidatura anterior dos EUA para permitir que Taiwan participasse da AMS no final do ano passado fracassou, com Chen Xu, embaixador da China na Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, chamando a proposta de "ilegal e inválida", e culpando o governo "teimosamente pró-independência" de Taiwan por sua recusa em "reconhecer que ambos os lados [do estreito de Taiwan] pertencem a uma e mesma China".

    A nova proposta dos EUA de incluir Taiwan na reunião da AMS vem em meio a relações frias entre Washington e Pequim sobre questões que vão desde o comércio e a transferência de tecnologia e tensões militares nos mares do Sul da China e da China Oriental, até reivindicações norte-americanas sobre supostas violações de direitos humanos em Hong Kong e Xinjiang.

    Taiwan não é reconhecida pela ONU desde 1971, que na época decidiu reconhecer a República Popular da China. Também na década de 1970, os EUA apoiaram o conceito de Uma Só China e cortaram relações oficiais com Taipé, mas mantiveram contatos e relações não oficiais com a ilha, especialmente através do Ato de Relações de Taiwan de 1979, em uma política de "ambiguidade estratégica".

    Espera-se que a AMS se reúna em Genebra no final de maio, sendo planejado que altos funcionários de saúde dos Estados-membros da OMS revisem seu trabalho, e estabeleçam novas metas, tarefas e políticas.

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    Departamento de Estado dos EUA, Departamento de Estado, Newsweek, China, Antony Blinken, Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Mundial da Saúde, OMS, EUA, Taiwan
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