22:34 23 Junho 2021
Ouvir Rádio
    Américas
    URL curta
    10415
    Nos siga no

    De acordo com Bill Nelson, administrador da agência espacial norte-americana, Pequim falhou em garantir a minimização dos riscos para pessoas e propriedades na Terra com seu foguete.

    Bill Nelson, administrador da agência espacial norte-americana NASA, criticou Pequim depois que os destroços do maior foguete chinês caíram no domingo (9) no oceano Índico.

    "As nações exploradoras do espaço devem minimizar os riscos para pessoas e propriedades na Terra de reentradas de objetos espaciais, e maximizar a transparência em relação a essas operações", sugeriu em comunicado Bill Nelson, ex-senador e astronauta, que foi escolhido em março para o papel de administrador da NASA.

    No final de abril, a China lançou o foguete Longa Marcha 5B com o módulo principal Tiangong (Palácio Celestial) para a futura estação orbital de Pequim.

    O estágio gasto do foguete CZ-5B atraiu especulações sobre onde os detritos cairiam, bem como críticas sobre a falta de transparência. O Escritório de Engenharia Espacial Tripulada da China disse que a maioria dos detritos se queimou na atmosfera.

    Mais tarde, a mídia chinesa relatou que partes do foguete reentraram na atmosfera às 10h24, horário de Pequim (23h24, horário de Brasília), e caíram nas coordenadas 72,47 graus de longitude leste e 2,65 graus de latitude norte.

    O Comando Espacial dos EUA confirmou a reentrada dos destroços, mas referiu que a localização exata do impacto e a extensão dos detritos eram desconhecidas.

    "É evidente que a China não está cumprindo as normas responsáveis com relação aos seus destroços espaciais", disse o administrador da NASA.

    De acordo com Wang Wenbin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, havia muito pouco risco de que objetos significativamente grandes atingissem o solo.

    O foguete caiu no domingo (9) no oceano Índico. É esperado que o módulo principal que ele transportou se torne o centro de controle da estação orbital Tiangong (Palácio Celestial), cuja montagem a China quer terminar até 2022.

    Mais:

    Rússia deve cooperar mais com China após decisão de sair do projeto da EEI em 2025, diz jornal
    China lança foguete com módulo principal da sua futura estação orbital (VÍDEO, FOTOS)
    Comando Espacial dos EUA e Roscosmos russa acompanham estágio do foguete chinês Longa Marcha-5B
    Astrofísico tira FOTO do foguete descontrolado chinês a cerca de 700 km da Terra
    China diz que destroços de foguete não devem causar danos à Terra
    Tags:
    Comando Espacial dos Estados Unidos, Longa Marcha, Bill Nelson, NASA, EUA, China
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar