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    O presidente Maduro afirmou que medida foi para combater a hiperinflação, que somou 2.959% no ano passado. Uso da criptomoeda petro foi usado como base para o cálculo do pagamento de benefícios sociais.

    Neste domingo (2), o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que o governo havia aprovado o uso da criptomoeda petro como base para o cálculo do pagamento de benefícios sociais para combater a hiperinflação, que somou 2.959% no ano passado.

    "Hoje [2] aceitei uma proposta que vai contribuir para a estabilidade financeira e econômica [do país] e que vai 'petrolizar' os pagamentos sociais aos trabalhadores de uma administração estatal centralizada e descentralizada e do setor público", disse Maduro em pronunciamento.

    Maduro enfatizou que a medida visa proteger os benefícios sociais da inflação, propondo também que as pensões sejam calculadas com base no petro, cujo valor depende do custo do petróleo, ouro, ferro e diamantes. A declaração seguiu a promessa de Maduro de reviver o uso da criptomoeda da Venezuela em seu discurso sobre o estado da união na Assembleia Constituinte em janeiro de 2020.

    "Muitas pessoas não querem ir para o Petro porque seu negócio é em dólares. Vamos olhar para eles de perto. O Petro vai cortar as mãos da máfia", disse Maduro.

    Na época, o uso do petro era considerado por especialistas "amplamente simbólico" na Venezuela, onde as lojas devem imprimir os preços em petros e a taxa de câmbio da criptomoeda em relação ao yuan chinês ou ao rublo russo é publicada diariamente pelo Banco Central venezuelano.

    A primeira criptomoeda com base em petróleo do mundo, o petro foi lançado pelo governo venezuelano em fevereiro de 2018. A moeda digital teria sido disponibilizada ao público em geral um mês depois. Esperava-se que o petro ajudasse a Venezuela a superar seu bloqueio financeiro em meio a sanções anteriormente aplicadas pelos EUA. O Ministério da Fazenda da Venezuela especificou que a criptomoeda era necessária para realizar transações financeiras e buscar novas formas de financiamento.

    Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mostra documento enquanto fala durante evento de abertura do comércio internacional do Petro, a moeda criptográfica desenvolvida pelo governo venezuelano, em Caracas, Venezuela, 1º de outubro de 2018
    © REUTERS / Carlos Garcia Rawlins
    Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mostra documento enquanto fala durante evento de abertura do comércio internacional do Petro, a moeda criptográfica desenvolvida pelo governo venezuelano, em Caracas, Venezuela, 1º de outubro de 2018

    Sanções antivenezuelanas dos EUA

    Os EUA começaram a impor sanções paralisantes a Caracas depois de se recusarem a reconhecer os resultados das eleições presidenciais venezuelanas de 2018, que resultaram na reeleição de Nicolás Maduro para outro mandato. Washington pressionou Maduro a renunciar usando sanções para cortar uma das principais fontes de receita de seu governo: as exportações de petróleo.

    O presidente venezuelano se recusou a ceder às exigências de Washington, condenando as sanções como ilegítimas. Ele ainda acusou a Casa Branca de realizar várias tentativas malsucedidas de golpe de Estado para derrubar seu governo, um em abril de 2018 e outro em maio de 2019, bem como orquestrar atos de sabotagem no setor de energia venezuelano.

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    Tags:
    inflação, pagamento, questões sociais, benefícios, criptomoeda, Venezuela
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