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    Na quarta-feira (28), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, discursou diante do Congresso norte-americano sobre os primeiros 100 dias de sua gestão.

    Biden tocou em diversas questões sensíveis da política interna como o controle de armas, a reforma policial, a necessidade de pesquisa para a prevenção de doenças, o supremacismo branco como ameaça doméstica e a criação de empregos.

    O presidente norte-americano também falou sobre política externa, citando as recentes tensões com a Rússia, a competição com a China e possíveis ações relacionadas ao Irã e à Coreia do Norte. O discurso foi previamente disponibilizado no site da Casa Branca.

    Biden deu início ao discurso comemorando o estágio avançado da vacinação contra a COVID-19 no país, que já aplicou mais de 230 milhões de doses de vacinas. O presidente norte-americano afirmou que herdou um país em crise e citou o pacote trilionário de investimentos anunciado para lidar com os impactos econômicos da pandemia no país.

    Além disso, Biden pediu aos norte-americanos que comprem produtos nacionais e prometeu ao povo dos EUA mais investimento na criação de empregos. O norte-americano também se comprometeu a ampliar esforços contra o aquecimento global.

    Reforma policial e racismo

    No discurso, Biden pediu ao Congresso para aprovar já em maio uma reforma policial abordando a questão da brutalidade das forças de segurança com motivação racial.

    "Vamos fazer isso no mês que vem, até o primeiro aniversário da morte de George Floyd. O país apoia essa reforma. O Congresso deve agir", disse Biden, citando a morte de Floyd, um homem negro de Minneapolis, morto sob custódia da polícia em maio de 2020. No início deste mês, o ex-policial Derek Chauvin foi considerado culpado pelo assassinato de Floyd.
    Em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, discursa diante do Congresso norte-americano, em 28 de abril de 2021
    © REUTERS / Pool / Jonathan Ernst
    Em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, discursa diante do Congresso norte-americano, em 28 de abril de 2021

    A reforma policial já foi aprovada na Câmara dos Representantes, mas enfrenta uma batalha difícil no Senado. Biden pediu tanto a democratas quanto republicanos que encontrem um terreno comum para a aprovação da medida.

    "Sei que os republicanos têm suas próprias ideias e estão envolvidos em discussões produtivas com os democratas. Precisamos trabalhar juntos para chegar a um consenso", disse.

    Supremacismo Branco

    Biden classificou o terrorismo do supremacismo branco como a ameaça mais letal aos EUA, conforme a transcrição da Casa Branca.

    "Não ignoraremos o que nossas próprias agências de inteligência determinaram - a ameaça terrorista mais letal à pátria hoje é o terrorismo da supremacia branca", disse Biden.
    Supremacistas brancos carregam tochas durante marcha neonazista na Virgínia, nos Estados Unidos
    © REUTERS / Alejandro Alvarez/News2Share
    Supremacistas brancos carregam tochas durante marcha neonazista na Virgínia, nos Estados Unidos

    Imigração nos EUA e controle de armas

    O presidente Joe Biden também falou ao Congresso norte-americano sobre a aprovação de uma legislação abrangente de reforma na área da imigração.

    "Vamos acabar com nossa exaustiva guerra pela imigração", diz a transcrição do discurso de Biden. "No primeiro dia de minha Presidência, mantive meu compromisso e enviei um projeto de lei de imigração abrangente ao Congresso. Se vocês acreditam que precisamos de uma fronteira segura, aprovem. Se vocês acreditam em um caminho para a cidadania, aprovem. Se vocês realmente quiserem resolver o problema, enviei uma lei, agora aprovem", disse Biden.
    Imigrantes mexicanos nos EUA
    © AP Photo / Eduardo Verdugo
    Imigrantes mexicanos nos EUA

    Biden também pediu aos legisladores que aprovassem verificações obrigatórias de antecedentes para a compra de armas e para que fechem as brechas existentes na legislação norte-americana. Biden lembrou que na década de 1990 o Congresso já havia aprovado essas medidas, mas a lei expirou no início de 2000 e "vimos o derramamento de sangue diário desde então".

    China, Irã e Coreia do Norte

    O presidente norte-americano, Joe Biden, afirmou que disse ao presidente chinês, Xi Jinping, que os EUA manterão uma presença militar robusta na região do Indo-Pacífico, assim como com a OTAN na Europa.

    "Eu também disse ao presidente Xi que manteremos uma forte presença militar no Indo-Pacífico, assim como fazemos com a OTAN na Europa - não para iniciar o conflito, mas para prevenir o conflito", disse Biden.

    O presidente também teceu comentários sobre a Rússia, apontando que não busca confronto com Moscou e que espera cooperação em áreas de interesse mútuo.

    Militar observa o horizonte na casa do piloto enquanto o destróier  USS John S. McCain conduz operações de rotina em andamento em apoio à estabilidade e segurança para um Indo-Pacífico livre e aberto, no Estreito de Taiwan
    © AP Photo / Especialista de Comunicação em Massa de 2ª Classe Markus Castaneda
    Militar observa o horizonte na casa do piloto enquanto o destróier USS John S. McCain conduz operações de rotina em andamento em apoio à estabilidade e segurança para um Indo-Pacífico livre e aberto, no Estreito de Taiwan

    Ainda segundo o presidente norte-americano, os EUA estão se consultando de perto com seus aliados para enfrentar as ameaças representadas pelos programas nucleares do Irã e da Coreia do Norte.

    "Sobre os programas nucleares do Irã e da Coreia do Norte, que representam uma séria ameaça à segurança dos EUA e do mundo, estaremos trabalhando em estreita colaboração com nossos aliados para enfrentar as ameaças representadas por esses dois países por meio da diplomacia e da forte dissuasão", disse.

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    Tags:
    Coreia do Norte, Irã, China, EUA, Estados Unidos, Joe Biden
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