20:45 17 Maio 2021
Ouvir Rádio
    Américas
    URL curta
    480
    Nos siga no

    Segundo o chanceler venezuelano, o governo do país sul-americano é criticado por negar "a entrada de ajuda humanitária", apesar de ela ser "a mais subfinanciada do mundo".

    Jorge Arreaza, ministro das Relações Exteriores da Venezuela, disse que o financiamento dos programas das Nações Unidas (ONU) destinados a seu país geralmente conta com pouca verba, apesar de serem os mais demandados na mídia, o que ele chamou de "grotesca hipocrisia".

    A mídia e os governos ocidentais vêm dizendo há anos que "Maduro nega a entrada de ajuda humanitária". Desde 2018, a ONU e o governo venezuelano concordaram em planos de resposta humanitária. A ONU solicita recursos e os mesmos países "interessados" se recusam a doá-los. Continua

    A esta grotesca hipocrisia, vamos acrescentar que estes países impõem ou promovem sanções. A cooperação da ONU com a Venezuela é a mais subfinanciada do mundo e, ao mesmo tempo, a mais demandada em termos de meios. Esperamos que o acordo com o PAM (Plano de Alimentos Mundial) comece a reverter este absurdo paradoxo.

    O plano, assinado em 2020, previa oferecer ajuda alimentar de US$ 762,5 milhões (R$ 4,25 bilhões) a 4,5 milhões de pessoas na Venezuela, com os seguintes objetivos:

    1. Garantir a sobrevivência e o bem-estar das pessoas mais vulneráveis;
    2. Contribuir para a sustentabilidade dos serviços essenciais e fortalecer a resiliência e a subsistência;
    3. Reforçar os mecanismos institucionais e comunitários para prevenir, mitigar e responder aos riscos de proteção.

    Além disso, na segunda-feira (21), o PMA e Caracas acordaram um plano para abordar o programa de alimentação escolar envolvendo 1,5 milhão de estudantes, com um orçamento anual de US$ 190 milhões (R$ 1,06 bilhão), que, segundo Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, é "o primeiro passo em um conjunto de projetos ambiciosos".

    Arreaza também questionou as afirmações de Julie Chung, subsecretária interina do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos EUA, a respeito da assinatura do acordo entre a Venezuela, e o PAM e a ONU.

    Se os EUA estão tão empenhados em aliviar as dificuldades, então devem [liberar] os recursos da Venezuela que eles raptaram em bancos internacionais, e suspender as sanções criminosas, que geram sofrimento a todos os venezuelanos em meio a uma terrível pandemia mundial.

    Saudamos o acordo do Programa Mundial de Alimentos para fornecer assistência alimentar de emergência para 1,5 milhão de crianças na Venezuela. Os EUA continuam empenhados em aliviar o sofrimento do povo venezuelano. Esperamos que esta ajuda chegue rapidamente àqueles que precisam.

    O governo da Venezuela denunciou que foi submetido a uma pressão sem precedentes, com a qual mais de US$ 7 bilhões (R$ 38,98 bilhões) foram bloqueados ao país nos últimos sete anos.

    Mais:

    'Efeito espelho viraliza': MRE da Venezuela retruca acusação de 'assassino' de Duque a Maduro
    Chanceler venezuelano acusa Bogotá de proteger rebeldes colombianos na fronteira com a Venezuela
    Venezuela recebe 3ª remessa da vacina russa Sputnik V (FOTOS)
    Venezuela declara zona de segurança em 3 cidades de fronteira com a Colômbia
    Tags:
    Departamento de Estado dos EUA, Departamento de Estado, Nações Unidas, ONU, Jorge Arreaza, EUA, Venezuela
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar