00:31 20 Setembro 2021
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    A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR, na sigla em inglês), diz que a estratégia "se consolida como modelo para oferecer dignidade e esperança" a questões migratórias e de refugiados no país e no mundo.

    Em comunicado publicado nesta segunda-feira (20), a ACNUR anunciou seu apoio à realocação de mais de 50 mil venezuelanos do estado de Roraima e da cidade de Manaus, no estado do Amazonas, para outras 675 cidades brasileiras.

    Em uma pesquisa realizada com 360 famílias venezuelanas realocadas, mais de 77% encontraram emprego semanas após chegarem a outras cidades, em comparação a apenas 7% que estavam empregadas em Roraima, de acordo com o comunicado.

    "Como resultado, as famílias relataram que entre seis e oito semanas após se estabelecerem em uma nova cidade, sua renda aumentou. Antes da mudança, seis em cada dez das pessoas entrevistadas viviam em acomodações temporárias e 3% eram desabrigadas. Quatro meses depois sendo realocadas, nenhuma delas dormiu fora", disse a ACNUR.

    A estratégia de interiorização teria reduzido a pressão sobre as comunidades locais que acolhem pessoas refugiadas e migrantes da Venezuela, minimizando o impacto sobre os serviços e infraestruturas públicas na região, segundo a agência, acrescentando que apesar da COVID-19, "mais de 1.000 venezuelanos foram realocados com segurança a cada mês".

    Imigrantes venezuelanos no estado de Roraima, Brasil (arquivo)
    © AP Photo / Eraldo Peres
    Imigrantes venezuelanos no estado de Roraima, Brasil (arquivo)

    A interiorização é um dos eixos da operação Acolhida, resposta do governo brasileiro ao fluxo de pessoas da Venezuela no país.

    "A operação Acolhida é um somatório de esforços por uma causa humanitária de imensa importância [...]. O número expressivo de 50 mil interiorizados nos enche de orgulho, pois são pessoas que hoje encontram no Brasil um porto seguro para reiniciarem suas vidas", disse o ministro da Cidadania do Brasil, João Roma, citado no comunicado.

    O Plano de Resposta a Refugiados e Migrantes em toda a América Latina, desenvolvido pela plataforma de Resposta a Venezuelanos e Venezuelanas, conhecida como R4V, requer para o Brasil US$ 98 milhões (cerca de R$539,7 milhões). Parte do orçamento seria destinado a atividades relacionadas à estratégia de interiorização, disse a ACNUR.

    De acordo com estatísticas do governo brasileiro, aproximadamente 260 mil refugiados e migrantes da Venezuela vivem atualmente no Brasil.

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    Tags:
    Venezuela, Brasil, ACNUR Brasil, imigração, refugiados
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