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    Em discurso nesta quinta-feira (15), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que notificou o presidente russo, Vladimir Putin, de que seu governo poderia ter tomado mais medidas contra a Rússia, mas preferiu ser proporcional.

    O governo norte-americano impôs sanções a 32 entidades e indivíduos russos por sua suposta interferência na eleição presidencial de 2020 nos Estados Unidos e pelo suposto hackeamento de redes de software do país. O anúncio sobre as ações foi feito mais cedo, na manhã desta quinta-feira (15).

    "Se a Rússia continuar a interferir em nossa democracia, estou preparado para tomar outras medidas para responder. É minha responsabilidade como presidente dos Estados Unidos fazer isso", afirmou Biden.

    No entanto, o comandante-chefe também enfatizou que não tem a intenção de "iniciar um ciclo de escalada e conflito com a Rússia".

    "Fui claro com o presidente Putin que poderíamos ter ido mais longe, mas optei por não fazê-lo, optei por ser proporcional", disse.
    Vladimir Putin, presidente da Rússia, em 27 de fevereiro de 2021
    © Sputnik / Aleksei Druzhinin / Kremlin
    Vladimir Putin, presidente da Rússia, em 27 de fevereiro de 2021

    O presidente norte-americano ressaltou que tem "a esperança e a expectativa" de que os países possam encontrar um "modus vivendi". Segundo ele, é importante que os dois presidentes mantenham conversas diretas e continuem em contato.

    Por diversas vezes, a Rússia já refutou as acusações sobre o suposto envolvimento em interferências nas eleições dos EUA, nos ciberataques e ainda no envenenamento do opositor político de Putin, Aleksei Navalny.

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    Tags:
    eleições, interferência, sanções, Rússia, Estados Unidos, Vladimir Putin, Joe Biden
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