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    Situação da COVID-19 em meados de abril no mundo (75)
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    O presidente da Argentina, Alberto Fernández, respondeu, nesta quinta-feira (15), a crítica feita pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, sobre as novas medidas para conter o avanço da pandemia do coronavírus anunciadas pelo governo argentino.

    Bolsonaro foi às redes sociais e compartilhou uma notícia sobre uma suposta utilização do Exército da Argentina para controle e fiscalização de um toque de recolher, que, segundo Bolsonaro, seria das 20h às 8h.

    ​As duas informações veiculadas pelo presidente brasileiro, no entanto, foram rebatidas por Fernández. Segundo o presidente argentino, a Polícia Federal do país será o órgão responsável por atuar na fiscalização das medidas, não o Exército. Outro ponto compartilhado pelo presidente brasileiro que estaria equivocado é o horário do toque de recolher, que será, na verdade, das 20h às 6h.

    "Seria preciso explicar ao Bolsonaro como funciona a Constituição. Em primeiro lugar, não há toque de recolher na Argentina, as Forças Armadas não fazem segurança interna", declarou o argentino, citado pelo jornal Clarín.

    Segundo Fernández, as Forças Armadas da Argentina defendem a democracia.

    "Valorizo ​​muito nosso Exército, nossa Marinha e nossa Força Aérea. São chefes que não participaram dos acontecimentos aberrantes dos anos 70, são oficiais que fizeram a carreira com honestidade, defendem a democracia e as instituições", acrescentou o chefe de Estado.

    Fernández também frisou que não declarou estado de sítio e que não tem intenção de anunciar medidas desse tipo.

    "As Forças Armadas estão aí para dar apoio às pessoas em situações catastróficas, uma pandemia é uma situação catastrófica. É chocante que Bolsonaro diga uma coisa dessas", completou.
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    resposta, Forças Armadas, forças militares, militares, críticas, crítica, Jair Bolsonaro, Alberto Fernández, Argentina, COVID-19
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