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    O governo argentino reprovou os exercícios militares e o lançamento de mísseis do Reino Unido nas ilhas Malvinas, informou o Ministério das Relações Exteriores do país.

    "A Argentina reprova nos termos mais contundentes a realização de manobras militares, e o lançamento de mísseis em particular, no território argentino ilegitimamente ocupado pelo Reino Unido", diz o comunicado de imprensa da chancelaria.

    Segundo o texto, o MRE britânico informou a Embaixada da Argentina no Reino Unido sobre a realização nos próximos dias de "ilegítimos exercícios militares na área das ilhas Malvinas" por parte do Reino Unido, "que incluirão o lançamento de mísseis Rapier".

    O comunicado ressalta que estas manobras constituem "uma injustificada demonstração de força e um deliberado afastamento dos apelos das numerosas resoluções das Nações Unidas e de outros organismos internacionais", que instam ambas as partes a retomarem as negociações "para encontrar uma solução pacífica e definitiva" à disputa pela soberania das ilhas Malvinas.

    Na sequência desse anúncio, o governo argentino enviou uma nota de protesto ao executivo britânico, declara a entidade.

    Em seu protesto, a Argentina ressaltou que a persistência do Reino Unido na realização de exercícios militares no Atlântico Sul contradiz a resolução da ONU que insta ambas as partes a se absterem de adotar "decisões unilaterais que impliquem a introdução de modificações na situação enquanto as ilhas estão atravessando o processo de negociação" recomendado pela organização.

    Memorial em Ushuaia da Guerra das Malvinas
    © AP Photo / Natacha Pisarenko
    Memorial em Ushuaia da Guerra das Malvinas
    A presença militar e o lançamento de mísseis, diz a Argentina, também vai contra outra resolução da ONU, "que exorta os Estados de todas as outras regiões, em especial os militarmente importantes, a que respeitem escrupulosamente a região do Atlântico Sul como zona de paz e cooperação".

    Neste sentido, o governo do país latino-americano acentua que "a alegada condição defensiva da base militar britânica no Atlântico Sul não só é totalmente injustificada como também representa uma ameaça para toda a região".

    Adicionalmente, a autoridade informa que, no âmbito das obrigações em matéria de segurança da navegação no sudoeste do Atlântico, uma vez que se conheça a data exata do referido lançamento, "o Serviço de Hidrografia Naval emitirá um aviso-rádio náutico informando sobre o desenrolar do exercício".

    Finalmente, o governo argentino anunciou que denunciará a situação perante a Secretaria Geral da ONU e ante a Organização Marítima Internacional.

    Há muito que a Argentina e o Reino Unido disputam as ilhas Malvinas. A longa disputa levou a uma breve guerra em 1982. O governo de Alberto Fernández, presidente da Argentina, sublinhou a reivindicação da soberania das Malvinas como parte do território do país sul-americano.

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    Tags:
    manobras, Reino Unido, Argentina, Ilhas Malvinas, Malvinas
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