23:20 17 Abril 2021
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    O rascunho de um novo projeto de lei, planejado chegar ao Senado dos EUA em 14 de abril, prevê a necessidade de coordenar atividades do governo para participar de "uma competição estratégica" com a China de forma eficaz, reportou a Reuters.

    O projeto chamado "Ato de Competição Estratégica de 2021" é resultado de esforços bipartidários e será discutido pelo Comitê de Relações Exteriores do Senado em 14 de abril, informa a agência citando uma fonte anônima do Senado.

    Porém, o projeto referido ainda não foi registrado na base on-line do Congresso norte-americano.

    O suposto documento de 283 páginas sugere uma série de passos que a Casa Branca deve dar a fim de competir com o país asiático e conter "sua influência global em expansão". De acordo com a Reuters, o projeto encarrega cada departamento oficial de nomear um funcionário que coordenará as políticas da unidade com uma política mais abrangente de competição estratégica com a China. A legislação desenvolvida também demanda que o orçamento federal esteja alinhado com a mesma política.

    Além disso, o documento inclui medidas de política externa propostas para atingir o objetivo determinado. Em particular, o documento encarrega a Casa Branca de encorajar os aliados estrangeiros a empreenderem mais esforços em um "equilíbrio e verificação do comportamento agressivo e assertivo" da China, afirma a Reuters citando o documento obtido.

    Competição com a China é elemento essencial de política externa dos EUA

    O relatório do projeto legislativo ocorre enquanto as tensões permanecem entre Pequim e Washington sob o presidente, Joe Biden, após alguns anos de guerra comercial e imposição de restrições econômicas pelo ex-presidente, Donald Trump, e sua equipe.

    Os Estados Unidos, sob o comando de Biden, nomearam como prioridade número um o confronto com Pequim. Washington delineou sua intenção de se opor a supostas violações de direitos humanos na China, ao suposto envolvimento do país em ataques cibernéticos e roubo de propriedade intelectual no território norte-americano, bem como a suas ações no mar do Sul da China durante a recente cúpula EUA-China no Alasca.

    Ao mesmo tempo, a Casa Branca expressou sua prontidão para cooperar com Pequim nas áreas onde ela acredita que os dois países têm os mesmos "valores", como o tema das mudanças climáticas.

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    Tags:
    Indo-Pacífico, Washington, lei, Senado dos EUA, China
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