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    A campanha presidencial de Donald Trump de 2020 teria sido alimentada por esquemas de coleta de dinheiro considerados antiéticos.

    A campanha do candidato republicano teria utilizado e-mails com opções pré-preenchidas de arrecadação de fundos e design pouco claro para coletar milhões de dólares de apoiadores involuntários, detonando uma "bomba de dinheiro" que permitiu a Trump competir contra Joe Biden nos últimos meses da corrida presidencial, reporta o The Guardian.

    A natureza e funcionamento de tal esquema se encontram detalhados em um extenso artigo do jornal The New York Times publicado no sábado (3). De acordo com Ira Rheingold, diretora-executiva da Associação Nacional de Defensores do Consumidor, esta prática é legal, mas ainda assim é "injusta, antiética e inapropriada", citada pela mídia britânica.

    Esta operação de coleta de dinheiro, chamada de operação WinRed, criada para contrabalançar o ActBlue - uma plataforma de angariação de fundos on-line dos democratas para atrair pequenas doações– teria acabado por juntar cerca de US$ 64,3 milhões (cerca de R$ 367 milhões).

    Como informou a mídia, as restituições aos doadores não são incomuns e podem ser feitas quando as pessoas doam mais do que o limite legal. O jornal disse que, no final de 2020, após a derrota de Trump, a campanha de Biden e os órgãos democratas fizeram 37 mil reembolsos on-line no valor de US$ 5,6 milhões.

    Tal como descrito pela mídia, "o dinheiro que o Sr. Trump acabou por ter que reembolsar, equivaleu a um empréstimo sem juros de apoiadores involuntários no momento mais importante da corrida de 2020". No entanto, essa "bomba de dinheiro" não foi suficiente para garantir a Trump a vitória na corrida para a Casa Branca, tendo perdido o voto dos grandes eleitores com 232 votos, contra os 306 de Biden e também perdido por sete milhões de votos populares.

    Até hoje, o ex-presidente ainda reclama que sua derrota teria sido o resultado de uma fraude eleitoral massiva, apesar de o Congresso ter certificado a vitória do democrata, seguida pela infame invasão ao Capitólio, em 6 de Janeiro deste ano.

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    Tags:
    EUA, Donald Trump, Joe Biden, eleições, Casa Brasil, Presidência dos EUA
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