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    Na declaração, as lideranças afirmam que Luis Almagro, secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), promoveu uma "intromissão em assuntos internos" da Bolívia.

    Com Lula e Dilma Rousseff entre os signatários, um grupo de ex-presidentes, diplomatas, e congressistas da América Latina, emitiu uma declaração de repúdio aos comentários do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro.

    Almagro fez críticas sobre a situação política na Bolívia, e a OEA emitiu uma nota se dizendo preocupada com "abusos judiciais" e sugerindo que os mecanismos da Justiça boliviana se tornaram "instrumentos de repressão do governo".

    Na declaração, escreve o jornal O Globo, as liderança afirmam que Luis Almagro promoveu uma "intromissão em assuntos internos" da Bolívia, citando, como exemplo, a criação de uma comissão internacional para investigar denúncias de corrupção e para reformar o sistema judicial.

    A nota de repúdio chama os fatos que aconteceram na Bolívia de "golpe de Estado", acusando o Luis Almagro de participação direta nos eventos. Os signatários pedem que os países que integram a OEA rechacem "esse tipo de ações que prejudicam a democracia da América Latina e Caribe".

    Evo Morales, presidente da Bolívia, chegando para votar nas eleições deste domingo em uma escola da Villa 14 de Septiembre, província boliviana de Chapare.
    © REUTERS . Ueslei Marcelino
    Evo Morales, presidente da Bolívia, chegando para votar nas eleições deste domingo em uma escola da Villa 14 de Septiembre, província boliviana de Chapare.
    Por fim, o texto apresenta críticas ao secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, e diz que o funcionário da Casa Branca "desconhece a recuperação democrática institucional [da Bolívia] e intervém em assuntos que são apenas dos bolivianos e bolivianas".

    Entre os signatários estão os ex-presidentes do Brasil Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff; do Uruguai, Pepe Mujica; do Equador, Rafael Correa; de Honduras, Manuel Zelaya; além do ex-presidente boliviano Evo Morales. Ainda assinam ex-chanceleres, como Celso Amorim e do Nobel da Paz argentino, Adolfo Pérez Esquivel. 

    O comunicado da OEA sobre a Bolívia

    Luis Almagro não se pronunciou sobre a declaração de repúdio. O comunicado criticado pelos líderes da América Latina foi emitido no dia 15 de março, dois dias depois da prisão da ex-presidente interina Jeanine Áñez.

    O documento aponta que "o sistema judicial boliviano não está em condições de prover as mínimas garantias de um julgamento justo, com imparcialidade e lisura do processo, devido a problemas de estrutura e integração".

    Almagro também defende a criação de uma comissão internacional, no âmbito da ONU ou da OEA, para investigar casos de corrupção desde o último governo de Evo Morales.

    Luis Almagro, secretário-geral da OEA
    © AP Photo / Jacquelyn Martin
    Luis Almagro, secretário-geral da OEA

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    Tags:
    Bolívia, Eleições na Bolívia, América Latina, Organização dos Estados Americanos (OEA), Brasil, Lula, Dilma Rousseff, justiça eleitoral, justiça, fraude eleitoral
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