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    Nesta quinta-feira (25), Joe Biden jurou impedir que a China se torne a futura potência mundial, trabalhando nas relações com seus aliados e aumentando o investimento norte-americano no setor da tecnologia.

    Biden considera a competição entre Washington e Pequim uma das mais importantes na arena internacional, e já está planejando investir o dobro, em termos de porcentagem do PIB estadunidense, nos campos da ciência e tecnologia, informa o South China Morning Post.

    "Eu vejo uma competição tensa com a China", disse Biden em sua primeira coletiva de imprensa como presidente dos EUA. "A China tem um objetivo geral, o qual eu não a critico em ter, mas tem o objetivo geral de se tornar o país líder do mundo, o mais rico e o mais poderoso do mundo. Isso não acontecerá enquanto eu estiver aqui, porque os EUA vão continuar crescendo e se expandindo", declarou Biden, citado pela mídia.
    Exército Popular da China realiza treinamentos militares antiterroristas
    © AP Photo / Kin Cheung
    Exército Popular da China realiza treinamentos militares antiterroristas

    Nos últimos anos, a China tem conseguido se aproximar economicamente dos EUA e de outros países desenvolvidos. Um de seus programas mais ambiciosos é o Made in China 2025 (Feito na China, na tradução), no valor de US$ 29 bilhões (cerca de R$ 163,8 bilhões), que mira em investir no desenvolvimento de semicondutores.

    No mês passado, o think tank com base em Washington, Fundação de Tecnologia de Informação e Inovação, reportou que a política da China em usar incentivos governamentais para desenvolver sua indústria de semicondutores tem afetado negativamente companhias nos EUA e outras economias de mercado.

    Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA (segundo à direita), acompanhado por Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA (primeiro à direita), fala em direção a Yang Jiechi (segundo à esquerda), diretor do Escritório da Comissão Central de Relações Exteriores do PC da China, e Wang Yi (primeiro à esquerda), conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, em Anchorage, Alasca, EUA, 18 de março de 2021
    © REUTERS / Frederic J. Brown
    Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA (segundo à direita), acompanhado por Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA (primeiro à direita), fala em direção a Yang Jiechi (segundo à esquerda), diretor do Escritório da Comissão Central de Relações Exteriores do PC da China, e Wang Yi (primeiro à esquerda), conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores da China, em Anchorage, Alasca, EUA, 18 de março de 2021

    À parte de diferenças ideológicas, Biden e vários de seus aliados criticam as políticas governamentais chinesas relacionadas a Hong Kong e aos uigures. A expressão de desagrado nesta última questão é algo que o diferencia de seu predecessor republicano, Donald Trump, que raramente apresentava o mesmo criticismo.

    Outro fator importante é a diferença no investimento em infraestrutura entre Washington e Pequim. De acordo com Pete Buttigieg, secretário de Transporte dos EUA, "a China gasta mais em infraestrutura do que os EUA e a Europa juntos [...]. O status quo da infraestrutura é uma ameaça para o nosso futuro coletivo. Nós enfrentamos o imperativo de criar uma infraestrutura resiliente e confrontar desigualdades que tenham devastado comunidades", disse Buttigieg citado pelo South China Morning Post.

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    Tags:
    tensão regional, tensão política, competição, superpotência, China, EUA
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