15:42 18 Abril 2021
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    Os Estados Unidos disseram nesta sexta-feira (19) que tiveram conversas "duras e diretas" com a China, no primeiro encontro cara a cara entre os países desde a posse de Joe Biden, mas ressaltaram que também houve pontos de interseção.

    O clima das conversas foi quente entre as duas potências, com críticas e trocas de acusações de ambos os lados sobre ações que seriam prejudiciais à estabilidade global.

    "Esperávamos conversas duras e diretas sobre uma ampla gama de assuntos, e foi exatamente isso o que tivemos", declarou aos jornalistas o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan.

    Depois de três sessões entre ontem (18) e hoje (19), o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que o lado americano foi sincero sobre suas preocupações com o comportamento de Pequim em relação a Hong Kong, Taiwan, Xinjiang e Tibet, e também sobre as ações chinesas no ciberespaço.

    Além disso, Blinken acrescentou que não se surpreendeu com o fato de a China ter adotado uma postura defensiva depois que essas questões foram levantadas.

    O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, acompanhado pelo Conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, fala com Yang Jiechi, diretor do Gabinete da Comissão Central de Relações Exteriores, e Wang Yi, ministro das Relações Exteriores, na sessão de abertura das conversações EUA-China no Captain Cook Hotel em Anchorage, Alasca, EUA, 18 de março de 2021
    © REUTERS / Frederic J. Brown
    O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, acompanhado pelo Conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, fala com Yang Jiechi, diretor do Gabinete da Comissão Central de Relações Exteriores, e Wang Yi, ministro das Relações Exteriores, na sessão de abertura das conversações EUA-China no Captain Cook Hotel em Anchorage, Alasca, EUA, 18 de março de 2021

    Contudo, o secretário de Estado também assinalou que as duas partes tiveram pontos de interseção em algumas questões.

    "Também foi possível ter uma conversa bastante franca nessas muitas horas sobre uma agenda expansiva", afirmou Blinken. "Sobre o Irã, a Coreia do Norte, o Afeganistão e as questões climáticas, nossos interesses coincidiram", acrescentou.

    As reuniões foram estabelecidas como uma troca de pontos de vista, sem qualquer expectativa de acordos ou pactos entre as partes.

    Segundo a agência Reuters, os membros da delegação chinesa deixaram o hotel onde ocorreram as reuniões em Anchorage, no Alasca, sem falar com a imprensa. No entanto, o diretor do Gabinete da Comissão Central de Relações Exteriores do país, Yang Jiechi, disse pouco depois à agência Xinhua que considerou as conversas como "francas, construtivas e úteis", mas alertou que as diferenças entre as partes permanecem.

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    Tags:
    relações internacionais, diplomacia, China, EUA
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