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    Realizada na cidade de Anchorage, no Alasca, nos EUA, a reunião de dois dias é o primeiro encontro presencial entre o governo de Joe Biden e a China.

    Em meio ao aumento de tensões entre EUA e China, o primeiro encontro entre as nações foi agitado. O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, disse que os EUA pretendem delinear profundas preocupações sobre a Região Autônoma chinesa de Xinjiang, assim como Hong Kong e o Taiwan.

    Pequim, por sua vez, acusou Washington de usar seu poder financeiro e militar para apertar outros países. Vale lembrar que, na véspera das negociações, a China pressagiou o que seria uma reunião contenciosa: seu embaixador em Washington disse que os Estados Unidos estavam cheios de ilusões se pensam que os diplomatas chineses farão um acordo.

    A delegação dos EUA foi chefiada por Blinken e o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan. A China esteve representada por seu principal diplomata, Yang Jiechi, e pelo ministro das Relações Exteriores, Wang Yi.

    Logo no início do encontro, Jake Sullivan disse que os EUA não buscam conflito, "mas aceitamos uma competição acirrada e sempre defenderemos nossos princípios, nosso povo e nossos amigos".

    O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, acompanhado pelo Conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, fala com Yang Jiechi, diretor do Gabinete da Comissão Central de Relações Exteriores, e Wang Yi, ministro das Relações Exteriores, na sessão de abertura das conversações EUA-China no Captain Cook Hotel em Anchorage, Alasca, EUA, 18 de março de 2021
    © REUTERS / Frederic J. Brown
    O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, acompanhado pelo Conselheiro de Segurança Nacional, Jake Sullivan, fala com Yang Jiechi, diretor do Gabinete da Comissão Central de Relações Exteriores, e Wang Yi, ministro das Relações Exteriores, na sessão de abertura das conversações EUA-China no Captain Cook Hotel em Anchorage, Alasca, EUA, 18 de março de 2021
    Blinken, em seguida, afirmou que os EUA apresentariam nos próximos dias suas "profundas preocupações" sobre as ações chinesas em Xinjiang, Hong Kong e Taiwan.

    "Cada uma dessas ações ameaça a ordem baseada em regras que mantém a estabilidade global", disse ele.

    Yang reagiu rapidamente, acusando Washington de usar seu poder financeiro e militar para apertar outros países, acrescentando que as políticas abusivas de segurança nacional dos EUA ameaçavam o futuro do comércio global, escreve o jornal South China Morning Post.

    "Xinjiang, Hong Kong e Taiwan são partes inseparáveis ​​da China", disse ele, que enfatizou que os EUA deveriam parar de interferir nos assuntos internos chineses.

    Ele destacou que o país ocidental não tinha nada para se orgulhar em um momento em que os negros estavam sendo "massacrados" (em uma clara alusão aos protestos raciais nos EUA após a morte de George Floyd).

    "A maneira como vemos o relacionamento com os Estados Unidos é como disse o presidente Xi Jinping, ou seja, esperamos não ver nenhum confronto, nenhum conflito, respeito mútuo e cooperação ganha-ganha com os EUA", disse Yang.

    Xi Jinping, presidente da China, à direita, aperta a mão de Joe Biden, então vice-presidente dos EUA, no Grande Salão do Povo de Pequim
    © AP Photo / Lintao Zhang
    Xi Jinping, presidente da China, à direita, aperta a mão de Joe Biden, então vice-presidente dos EUA, no Grande Salão do Povo de Pequim

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    Tags:
    China, EUA, Hong Kong, Taiwan, Joe Biden, Jake Sullivan, Antony Blinken, Wang Yi, Xi Jinping
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