20:20 12 Abril 2021
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    O ministro da Justiça boliviano, Iván Lima, apresentará uma ação acusatória apenas contra a ex-presidente interina, Jeanine Áñez, por emitir um decreto que permitiu às Forças Armadas "massacrarem" após golpe de Estado contra o então presidente Evo Morales.

    O governo boliviano planeja processar a ex-presidente interina, Jeanine Áñez, que publicou o decreto autorizando militares a usarem armas de fogo durante revoltas em novembro de 2019, segundo informou a agência Prensa Latina.

    Lima apresentará uma ação acusatória apenas contra Añez por essa decisão.

    O ministro explicou que a emissão do decreto permitiu às Forças Armadas "massacrarem" após o golpe de Estado contra o então presidente Evo Morales.

    Entre os dias 15 e 19 de novembro de 2019, os militares dispararam em combate com moradores das cidades bolivianas de Senkata, Sacaba, Huayllani, Pedregal, Montero e Potosí, deixando pelo menos 40 civis mortos.

    O caso será transferido para o procurador-geral do Estado, Juan Lanchipa.

    Áñez e seus ex-ministros da Justiça, Álvaro Coímbra, e da Energia, Rodrigo Guzmán, foram acusados de sedição, conspiração e terrorismo, e enviados para a prisão no domingo (14).

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    Tags:
    acusação, decreto, Evo Morales, golpe de Estado, massacre, Bolívia
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