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    Pandemia de COVID-19 no mundo no início de março de 2021 (94)
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    Nesta sexta-feira (5), o ministro da Saúde do Paraguai, Julio Mazzoleni, renunciou ao cargo oficial por falta de medicamentos básicos e vacinas contra a COVID-19, em meio ao colapso dos hospitais públicos paraguaios.

    A renúncia de Mazzoleni vem após o colapso do sistema de saúde no combate à COVID-19, incluindo a falta de medicamentos básicos para pacientes em terapia intensiva, cujos estoques devem durar apenas duas semanas. Desde a quarta-feira (3), todas as cirurgias eletivas em todos os hospitais estaduais do país estão suspensas por tempo indeterminado para que os recursos sejam usados ​​no tratamento de pacientes com COVID-19.

    "Com o Congresso, para o bem da nação, concordamos que deixo o Ministério da Saúde para gerar a paz de que precisamos", disse Mazzoleni, conforme publicou a agência AP.

    O agora ex-ministro acrescentou que sua decisão contribuirá para enfrentar o desafio de combater a pandemia no Paraguai. O vice-ministro Júlio Borba assumiu a liderança interina da pasta da Saúde.

    Dificuldades na obtenção de vacinas

    Diante da falta de vacinas, o governo do Paraguai promete questionar a iniciativa COVAX sobre o atraso no envio de 4,3 milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford, anunciou o chanceler paraguaio Euclides Acevedo, nesta sexta-feira (5), após encontro com o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez. O governo paraguaio já pagou quase US$ 7 milhões (cerca de R$ 39,92 milhões) à iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para distribuição de vacinas, ainda em outubro de 2020.

    Em Luque, no Paraguai, um lote da Vacina Sputnik V contra a COVID-19 é entregue ao país, em 18 de fevereiro de 2021
    © AP Photo / Jorge Saenz
    Em Luque, no Paraguai, um lote da Vacina Sputnik V contra a COVID-19 é entregue ao país, em 18 de fevereiro de 2021

    Em relação às vacinas disponíveis no país, segundo o presidente Abdo Benítez, foram entregues até agora quatro mil doses da vacina russa Sputnik V pelo Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo). O imunizante foi utilizado em médicos e enfermeiras de unidades de terapia intensiva. O restante das doses contratadas - um milhão - chegará nos próximos meses, de acordo com a disponibilidade.

    Falta de medicamentos e protestos

    Ainda segundo a AP, Derlis León, o diretor de Abastecimento do ministério da Saúde do Paraguai, alegou problemas para a obtenção de medicamentos necessários para o combate à COVID-19 no país. Segundo León, uma licitação para a compra dos medicamentos foi aberta em janeiro deste ano, mas nenhuma empresa se apresentou.

    Na quinta-feira (4), funcionários do Instituto de Doenças Respiratórias e Ambientais (Ineram), realizaram uma manifestação que bloqueou a rua em frente ao local, ao lado de parentes dos internados no centro médico. O grupo protestou contra a precariedade de condições no combate à pandemia.

    Em Assunção, no Paraguai, funcionários do Instituto de Doenças Respiratórias e Ambientais (Ineram) e parentes de pacientes protestam contra a falta de insumos contra a COVID-19, em 4 de março de 2021
    © AP Photo / Jorge Saenz
    Em Assunção, no Paraguai, funcionários do Instituto de Doenças Respiratórias e Ambientais (Ineram) e parentes de pacientes protestam contra a falta de insumos contra a COVID-19, em 4 de março de 2021

    Segundo os dados da Universidade Johns Hopkins, o Paraguai registra até o momento 164.310 casos confirmados de COVID-19 e 3.256 mortes causadas pela doença.

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    Pandemia de COVID-19 no mundo no início de março de 2021 (94)

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    Tags:
    COVID-19, Paraguai, Mario Abdo Benítez, OMS
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