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    Segundo o jornal The Wall Street Journal, a presença de uma mulher e crianças no local de um segundo ataque planejado levou a administração norte-americana a se limitar a um ataque aéreo.

    Joe Biden, presidente dos EUA, planejou dois ataques aéreos na Síria em 26 de fevereiro, mas cancelou um após receber um relatório de reconhecimento no campo de batalha dizendo que tinham visto uma mulher e duas crianças em um pátio, escreve mídia norte-americana.

    "Uma mulher e duas crianças estavam no pátio de um dos locais, de acordo com o reconhecimento do campo de batalha. Com um F-15E voando em direção aos alvos, Biden riscou o segundo alvo, mas ordenou que o ataque ao primeiro alvo continuasse", disse um relato publicado pelo jornal The Wall Street Journal.

    O aviso teria sido fornecido por Jake Sullivan, assessor de Segurança Nacional, que avisou o presidente norte-americano, com o último impedindo sua execução 30 minutos antes do momento em que as bombas fossem cair. Lloyd Austin, secretário de Defesa, supostamente recomendou mirar apenas um alvo.

    Autoridades norte-americanas disseram que o objetivo da operação não era escalar um confronto com o Irã, mas responder a um ataque de foguete no norte do Iraque contra a coalizão liderada pelos Estados Unidos, em 15 de fevereiro.

    Outro objetivo fundamental era não prejudicar Mustafa Al-Kadhimi, primeiro-ministro iraquiano, que Washington considera um aliado na luta contra o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países).

    Em 15 de fevereiro, o aeroporto de Arbil, localizado na região do Curdistão, norte do Iraque, foi alvo de um ataque com foguetes que alegadamente matou pelo menos uma pessoa e feriu várias outras, incluindo um membro de serviço dos EUA.

    O ataque de retaliação de 26 de fevereiro foi a primeira operação militar da administração Biden desde sua tomada de posse em 20 de janeiro, levando à morte de 22 supostos militantes iranianos.

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    Tags:
    Jake Sullivan, Wall Street Journal, The Wall Street Journal, F-15E, F-15, Síria, EUA, Joe Biden
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