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    Na sexta-feira (26), o Departamento do Comércio informou que continuaria a aceitar comentários e sugestões sobre a medida restritiva até 22 de março de 2021, dia em que entrará definitivamente em vigor.

    A administração Biden está, alegadamente, planejando que uma medida vinda da presidência Trump, dirigida às empresas tecnológicas chinesas consideradas ameaça para os Estados Unidos, entre em vigor nos finais do próximo mês, apesar das objeções de muitos empresários americanos, de acordo com uma porta-voz do departamento citada pela agência Reuters.

    O departamento responsável teria emitido a medida provisória nos últimos dias do mandato de Donald Trump, tendo na mira preocupações relativas à cadeia de fornecimento das tecnologias de informação e comunicação. A medida ficaria em discussão pública durante 60 dias antes de entrar definitivamente em vigor.

    "Tecnologias e serviços de informação e comunicação confiáveis são essenciais para a segurança de nossa economia nacional e seguem sendo uma prioridade máxima para a administração Biden-Harris", disse a porta-voz do Departamento do Comércio, citada pela mídia.

    Em janeiro, a Câmara do Comércio dos EUA, juntamente com grupos representantes de grandes indústrias, explicaram suas preocupações em uma carta dirigida ao departamento responsável pela aprovação da medida em questão. Nesta, eles referem que a regra provisória confere "quase autoridade ilimitada para intervir em qualquer transação comercial entre as companhias americanas e suas homólogas estrangeiras que envolva tecnologia, com pouco ou nenhum processo, responsabilidade, transparência ou coordenação com outros programas governamentais", cita a agência.

    Por enquanto, o Departamento do Comércio americano ainda está aceitando comentários públicos, pelo que ainda poderá rever a medida em causa.

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    Tags:
    tecnologia, guerra econômica, sanções, Donald Trump, Kamala Harris, Joe Biden, China, EUA
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