02:27 09 Março 2021
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    O presidente e o chanceler bolivianos recordaram a Guerra do Pacífico, durante a qual o país perdeu seu acesso ao oceano.

    O presidente da Bolívia, Luis Arce, advertiu que o país nunca renunciará a seu direito de ter uma saída ao mar através do oceano Pacífico, reclamação que provocou uma tensão histórica com o Chile, com qual não tem relações diplomáticas por mais de quatro décadas.

    "Comemoramos o aniversário da invasão de Antofagasta em 1879, prestando homenagem a nossas heroínas e heróis que defenderam a soberania da Pátria, como a menina Genoveva Ríos, que arriscou a vida para salvar nossa tricolor. Nunca renunciaremos a nossa saída ao mar", escreveu o líder do país em sua conta no Twitter.

    Dessa maneira, Arce lembrou o 142º aniversário do início da invasão de tropas chilenas em Antofagasta, que pertencia ao território da Bolívia. A invasão levou à Guerra do Pacífico, que oporia o Chile ao Peru e Bolívia. O país acabou perdendo  a única saída ao mar que possuía, dado que o Chile anexou esse território.

    O ministro das Relações Exteriores boliviano, Rogelio Mayta, também escreveu uma postagem com o mesmo sentido, publicando a primeira página do jornal El Comercio do dia quando começou o conflito. O jornal informou na época que a Bolívia tinha aceitado uma guerra sem provocá-la.

    O chanceler boliviano comparou esse processo com a pandemia atual, afirmando que o povo e o governo conseguirão vencer.

    "Hoje em pleno 2021, nosso país novamente em guerra; mas desta vez enfrenta um inimigo invisível, a COVID-19", escreveu Mayta.

    ​14/02/79 Bolívia "aceita uma guerra sem provocá-la" segundo El Comercio. Hoje em pleno 2021, nosso país novamente em guerra; mas desta vez enfrenta um inimigo invisível, a COVID-19. O mesmo lema: Todas as forças do povo e governo para defender a pátria. Venceremos.

    Relações diplomáticas

    Desde o fim da Guerra do Pacífico, Bolívia continua exigindo a recuperação da saída ao mar como um de seus princípios de soberania, que o Chile sempre tem negado.

    Ambos os países não têm laços diplomáticos desde 1978, quando ocorreu sua última tentativa sem sucesso de negociações.

    No ano passado, quando Mayta tomou posse como chanceler da Bolívia, ele abriu a possibilidade de reestabelecer o diálogo com o Chile, afirmando que são povos "irmãos e vizinhos", embora declarasse que esse processo não seria fácil porque a Bolívia não cederia em suas demandas.

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    Tags:
    relações exteriores, presidente, oceano, guerra, Peru, Chile, Bolívia
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