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    Pandemia da COVID-19 no mundo em meados de fevereiro de 2021 (110)
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    Informações da mídia dos EUA dão conta de que o prognóstico chegou a ser tão preocupante que autoridades acreditaram que o ex-presidente precisaria ser colocado em um ventilador de oxigênio.

    De acordo com informações do New York Times, o ex-presidente Donald Trump, ao contrair a COVID-19, ficou mais doente do que foi relatado publicamente na época, disseram quatro pessoas familiarizadas com sua condição à reportagem.

    Trump teria atingido níveis extremamente baixos de oxigênio no sangue e apresentado um problema pulmonar associado à pneumonia causada pelo coronavírus.

    O prognóstico do então presidente havia se tornado muito preocupante antes mesmo de sua chegada ao Centro Médico Militar Nacional Walter Reed.

    Em Bethesda, nos EUA, após internação por COVID-19, o presidente norte-americano, Donald Trump, deixa o Centro Médico Militar Nacional Walter Reed em direção à Casa Branca, em 5 de outubro
    © AP Photo / Evan Vucci
    Em Bethesda, nos EUA, após internação por COVID-19, o presidente norte-americano, Donald Trump, deixa o Centro Médico Militar Nacional Walter Reed em direção à Casa Branca, em 5 de outubro
    Os entrevistados ouvidos pela publicação disseram que ele teve infiltrações pulmonares. A presença dessas infiltrações, principalmente quando o paciente apresenta outros sintomas, pode ser um sinal de um quadro agudo da doença. 

    Eles revelaram que o nível de oxigênio no sangue de Trump era motivo de extrema preocupação, chegando à casa dos 80. A doença é considerada grave quando o nível de oxigênio no sangue cai para a casa dos 90.

    Foi relatado anteriormente que Trump teve problemas para respirar e febre em 2 de outubro, o dia em que foi levado ao hospital, e os tipos de tratamento que recebeu indicavam que sua condição era grave.

    Mas os novos detalhes sobre sua condição e sobre o esforço dentro da Casa Branca para conseguir acesso especial a uma droga não aprovada para combater o vírus ajudam a concretizar um dos episódios mais terríveis da presidência de Trump, como avalia o jornal.

    Trump recebeu um medicamento desenvolvido pela empresa de biotecnologia Regeneron Pharmaceuticals. A mistura de anticorpos - não amplamente disponível na época - ajuda as pessoas infectadas com o vírus a combatê-lo.

    Presidente dos EUA Donald Trump e primeira-dama Melania Trump saem da Casa Branca, Washington, Estados Unidos, 20 de janeiro de 2021
    © AFP 2021 / Mandel Ngan
    Presidente dos EUA Donald Trump e primeira-dama Melania Trump saem da Casa Branca, Washington, Estados Unidos, 20 de janeiro de 2021

    O jornal sustenta ainda que o ex-presidente resistiu em ser levado da Casa Branca para Walter Reed, cedendo apenas quando assessores lhe disseram que ele poderia sair por conta própria ou arriscar esperar até que o Serviço Secreto dos Estados Unidos fosse forçado a carregá-lo caso ficasse mais doente.

    Aos 74 anos e acima do peso, ele corria o risco de contrair a forma grave da doença e recebeu um tratamento agressivo. Trump deixou o hospital depois de três dias.

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    Tags:
    saúde, NYT, COVID-19, Donald Trump
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