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    Em mais uma série de ordens executivas assinadas nesta quarta-feira (27), o presidente dos EUA, Joe Biden, apresentou diversas medidas que marcam mais uma mudança em relação à política ambiental adotada por seu antecessor, Donald Trump.

    Ao anunciar as medidas, o presidente Biden falou sobre as mudanças climáticas, chamando-as de "ameaça existencial". O democrata instruiu o governo federal a não autorizar novas perfurações de petróleo e gás em suas terras, eliminou subsídios aos combustíveis fósseis e ordenou a transformação da frota de carros e caminhões do governo em veículos elétricos, entre outras medidas.

    As ordens traçam uma nova direção para a política e a agenda ambiental do presidente democrata, escreve a Reuters. Será estabelecido ainda um conselho formado por agências de justiça ambiental para lidar com as desigualdades raciais e econômicas exacerbadas pelas mudanças climáticas e poluição do ar e da água.

    "É um futuro de enormes esperanças e oportunidades. Trata-se de chegar ao momento de fazer face a esta ameaça máxima que temos agora perante nós, as mudanças climáticas, com um sentido maior de urgência. A meu ver, já esperámos muito tempo para lidar com esta crise climática. Não podemos esperar mais. É hora de agir", disse o presidente.

    Joe Biden, que chamou esta quarta-feira (27) de "Dia do Clima", anunciou ainda a organização por parte de seu governo da Cúpula de Líderes Climáticos, em 22 de abril, Dia da Terra e quinto aniversário da assinatura do Acordo de Paris. Ao eliminar as concessões para a exploração de combustíveis fósseis em territórios do governo, Biden cumpre uma de suas promessas de campanha.

    Gina McCarthy, sua principal assessora em política climática, disse que pretende avançar rapidamente para implementar novas políticas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. "Aqui em casa temos que fazer a nossa parte", afirmou.

    Refinaria nos EUA
    © REUTERS / Robert Galbraith
    Refinaria nos EUA

    Perda de empregos?

    Com essas medidas, Biden se aproxima de seus compromissos de campanha de deixar de usar combustíveis fósseis e chegar à neutralidade do carbono no setor energético em 2035, e em toda a economia em 2050.

    Ele garantiu, porém, que as novas medidas não causarão perda de empregos. Segundo o presidente dos EUA, haverá uma geração de "empregos do futuro", com a criação de milhões de postos com remuneração acima de US$ 9 (R$ 48,16) por hora.

    Ainda com relação ao clima, Biden apresentará no mês que vem ao Congresso um plano com o qual deseja instalar permanentemente medidas chamadas "verdes" dentro da economia americana.

    Usina a carvão de Scherer, uma das maiores emissores de dióxido de carbono dos EUA, no estado da Géorgia
    © AP Photo / Branden Camp
    Usina a carvão de Scherer, uma das maiores emissores de dióxido de carbono dos EUA, no estado da Géorgia

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    Tags:
    leis ambientais, crime ambiental, ambientalistas, preços de combustíveis, combustíveis fósseis, combustível fóssil, Donald Trump, ecologia, Joe Biden, EUA
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