01:52 01 Março 2021
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    Investigação feita pela Bloomberg mostrou que empresas fantasmas, uso de aditivos químicos e outras táticas foram usados para comerciar petróleo da Venezuela à China.

    De acordo com a mídia, as empresas envolvidas no transporte do produto até a China tinham como objetivo evitar sanções impostas pelos EUA contra o material venezuelano.

    Entre as táticas usadas por elas estava a transferência de petróleo entre diferentes embarcações, uso de empresas fantasmas e o não uso de sinais por satélite para ocultar a localização dos navios.

    Além disso, os envolvidos adicionaram substâncias químicas ao produto para o transportar sob outro nome, escondendo a origem venezuelana do petróleo.

    De acordo com publicação da Bloomberg, e-mails investigados pela mídia mostram as jogadas de empresas e outros envolvidos para contornar as sanções.

    Os documentos analisados pela mídia mostram que óleos carregados na Venezuela, sendo um deles conhecido por Hamaca, eram tratados com aditivos químicos ao largo de Singapura, ao passo que voltavam ao mercado chamados pelo nome de Singma ou simplesmente classificados como mistura betuminosa.

    Entre as empresas envolvidas nas operações aparece a Swissoil Trading SA, com sede em Genebra, Suíça, que cooperava com a petroleira mexicana Libre Abordo SA, a qual já foi alvo de sanções dos EUA no ano passado por comprar petróleo da Venezuela.

    A investigação também acabou descobrindo que a Swissoil comercializou em 2020 pelo menos 11,3 milhões de barris de petróleo venezuelano à China.

    É válido ressaltar que o comércio não foi feito de forma oficial pela China, uma vez que o gigante asiático não importa oficialmente petróleo venezuelano desde 2019.

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    Tags:
    Singapura, Bloomberg, China, Venezuela, sanções, petróleo
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