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    O acordo START, assinado em 2010, limita os arsenais das duas potências a um máximo de 700 mísseis instalados, 1.550 ogivas nucleares e 800 veículos correspondentes, instalados e em reserva.

    As mudanças com a chegada de Joe Biden não param. Nesta quinta-feira (21), de acordo com informações do jornal Washington Post, o novo presidente dos EUA pretende propor à Rússia uma extensão de cinco anos do Novo START, que limita o número de armas nucleares estratégicas dos EUA e da Rússia.

    A publicação, que cita um funcionário do governo norte-americano, sustenta que a proposta ainda seria comunicada às autoridades da Rússia. Porém, o tempo é curto, uma vez que o tratado tem prazo para expirar em fevereiro.

    Vale lembrar que, na terça-feira (19), o possível futuro secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que o governo Joe Biden começará a trabalhar "muito rapidamente" com a Rússia para estender o acordo nuclear.

    Teste da bomba nuclear americana B61-12
    © flickr.com / Laboratório Sandia
    Teste da bomba nuclear americana B61-12

    O tratado Novo START

    O tratado Novo START entrou em vigor em 5 de fevereiro de 2011, estipulando que os dois países devem reduzir seu arsenal nuclear para que, em sete anos, o número total de mísseis balísticos intercontinentais, mísseis balísticos de lançamento submarino e lançados de bombardeiros pesados não exceda os 700, e não ultrapasse as 1.550 ogivas e 800 lançadores posicionados e não posicionados.

    O presidente Donald Trump foi um crítico do acordo, pois, segundo ele, os Estados Unidos eram colocados em desvantagem. Seu governo esperou até o final do ano passado, de modo a exercer uma pressão internacional, para negociar com a Rússia o futuro do tratado, uma que vez que Trump insistia que a China fosse incluída nas discussões. Pequim rejeitou a ideia, e desde então a prorrogação do START ficou sem resposta.

    ​Atualmente, o Novo START é o único tratado de limitação de armas em vigor entre a Rússia e os EUA. Se não for prorrogado, não restarão acordos que limitem os arsenais das duas grandes potências nucleares.

    Teste de míssil com propulsor nuclear Burevestnik (foto de arquivo)
    © Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia
    Teste de míssil com propulsor nuclear Burevestnik (foto de arquivo)

    Joe Biden e o START

    Ao longo da campanha presidencial nos EUA em 2020, muito foi especulado sobre o que aconteceria com este acordo caso Joe Biden fosse eleito presidente. Em novembro, o embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya, declarou à Sputnik que o democrata entende a necessidade de prorrogar o acordo de controle de armas nucleares estratégicas em vigor no mundo.

    "Isso não quer dizer que tudo ficará bem nas nossas relações com os americanos sobre armas e desarmamento se o governo democrático chegar ao poder. Mas Biden entende a necessidade de estender o Novo START, isso é um fato", disse o diplomata na época.

    De modo mais cético, Sergei Lavrov, chanceler da Rússia, disse, em janeiro deste ano, acreditar que a política exterior de Biden será feita "de forma mais educada", mas continuará tentando conter Moscou e Pequim.

    "Ouvimos falar da intenção da administração de Joe Biden de retomar o diálogo conosco sobre este tópico. Nomeadamente, tentar acordar a prorrogação do Tratado de Redução de Armas Estratégicas até ao termo de sua vigência, em 5 de fevereiro. Vamos esperar por propostas específicas. Nossa posição é bem conhecida, ela se mantém", disse Lavrov no último dia 18.

    Bomba nuclear da produção norte-americana, B-61 (foto de arquivo)
    Bomba nuclear da produção norte-americana, B-61 (foto de arquivo)

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    Tags:
    arma nuclear, risco nuclear, ogivas nucleares, Vladimir Putin, Joe Biden, acordo nuclear, Tratado START, Rússia, EUA
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