05:48 06 Março 2021
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    A cinco dias de deixar o cargo de secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo impôs sanções a três de seus alvos principais - China, Irã e Cuba - nesta sexta-feira (15), em uma ação de última hora.

    As ações, segundo a AFP, são destinadas em parte a complicar o governo do presidente eleito Joe Biden.

    Contra a China, Pompeo condenou como "terrível" a operação conduzida pelo país no dia 6 de janeiro em Hong Kong, na qual autoridades chinesas prenderam 55 pessoas, incluindo um advogado americano, John Clancey. Além disso, impôs sanções a seis pessoas pelas detenções.

    "Condenamos as ações da RPC [República Popular da China] que corroem as liberdades e os processos democráticos de Hong Kong, e continuaremos a usar todas as ferramentas à nossa disposição para culpar os responsáveis", disse Pompeo.

    Apesar de Biden ter sinalizado sua posição contrária à repressão chinesa em relação a Hong Kong, espera-se que o novo governo dos EUA seja menos linha dura que a administração Trump.

    Pompeo condena 'a repressão das liberdades fundamentais' em Cuba

    Contra Cuba, o Departamento do Tesouro dos EUA disse que estava impondo sanções ao ministro do Interior cubano, Lazaro Alberto Alvarez Casas, dias depois que Pompeo anunciou que Cuba estava de volta à lista dos Estados Unidos de países patrocinadores do terrorismo.

    "A repressão das liberdades fundamentais pelo regime dos Castro requer a condenação e ação de todos os países que respeitam a dignidade humana", disse Pompeo, referindo-se aos ex-presidentes Fidel e Raúl Castro.

    Biden pretende retomar relações com Cuba e trazer de volta algumas das políticas implementadas pelo ex-presidente Barack Obama, permitindo por exemplo que cubano-americanos visitem parentes e enviem dinheiro para eles.

    Edifício do Ministério do Interior de Cuba, em Havana
    © Sputnik / Danay Galletti
    Edifício do Ministério do Interior de Cuba, em Havana

    Secretário de Estado dos EUA tenta isolar empresa iraniana

    Biden também já mostrou interesse em retornar ao acordo nuclear negociado por Obama com o Irã, alegando que a política de "pressão máxima" de Trump, que incluía uma proibição radical das vendas de petróleo, não surtiu efeitos positivos.

    Numa tentativa de esfriar a aproximação entre os países, Pompeo anunciou ações contra uma siderúrgica chinesa e uma empresa de materiais de construção dos Emirados Árabes Unidos que trabalha em cooperação com a Iran Shipping Lines, que já está sob sanções dos EUA.

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    Tags:
    secretário de Estado, diplomacia, Donald Trump, Joe Biden, Cuba, Estados Unidos, Irã, China, sanções, sanção, Mike Pompeo
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