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    O Twitter anunciou nesta terça-feira (12) o bloqueio de forma definitiva de "mais de 70 mil contas" do movimento QAnon, ligado ao presidente Donald Trump. A decisão acontece após a suspensão da conta do presidente dos EUA, e em meio às manifestações convocadas para a posse de Joe Biden, no próximo dia 20.

    "Devido aos incidentes violentos em Washington D.C. e ao aumento do risco de vandalismo, começamos a suspender permanentemente milhares de contas que eram principalmente dedicadas ao compartilhamento de conteúdo QAnon", anunciou o Twitter nesta terça-feira (12), escreve a AFP.

    "Desde sexta-feira (8), mais de 70 mil contas foram suspensas como resultado de nossos esforços", diz a publicação. Segundo a plataforma, muitos perfis eram comandados por apenas uma pessoa. "As contas estavam envolvidas no compartilhamento em grande escala de conteúdo associado ao QAnon, e eram principalmente dedicadas à propagação de teorias de conspiração por toda a plataforma".

    ​Facebook e Twitter suspenderam indefinidamente as contas de Trump. O líder republicano se recusa a aceitar a derrota e espalha teorias infundadas de que a votação foi fraudada. Ao tomarem a decisão, ambas as plataformas fizeram referência ao risco de violência futura, especialmente antes da cerimônia da posse de Biden, prevista para ocorrer em 20 de janeiro.

    O movimento QAnon

    Nas redes sociais, uma das principais teorias difundidas pelo QAnon afirma que Trump está travando uma guerra secreta contra um culto liberal global de pedófilos adoradores de Satanás. Um de seus principais representantes, Jack Angeli, chamou atenção durante a invasão ao Capitólio: com o torso nu e usando um chapéu feito de pele e chifres, ele se classifica como um "guerreiro espiritual" e "um soldado digital do QAnon".

    Jack Angeli, apoiador de Trump com rosto pintado com as cores da bandeira dos EUA durante tumultos em frente ao Capitólio, em Washington, EUA, 6 de janeiro de 2021
    © REUTERS / Stephanie Keith
    Jack Angeli, apoiador de Trump com rosto pintado com as cores da bandeira dos EUA durante tumultos em frente ao Capitólio, em Washington, EUA, 6 de janeiro de 2021
    A proximidade do presidente norte-americano com esses grupos, ao longo de seu mandato, tornou-se de conhecimento público. Em 24 de agosto de 2018, Trump recebeu William "Lionel" Lebron, um dos principais promotores da conspiração QAnon, no Salão Oval.

    De acordo com uma publicação do New York Times, QAnon siginifica seguidores de "Q". Esse "Q", segundo o jornal, afirma ser um membro do governo expondo uma burocracia internacional que está tramando secretamente contra o governo Trump e seus apoiadores.

    Para o jornal, trata-se de "uma mistura de várias teorias de conspiração, mas conectantes, que geralmente consideram o Donald Trump um conquistador lutando contra uma conspiração de sabotadores antiamericanos que assumiram o controle do governo, indústria, mídia e várias outras instituições da vida pública".

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    Tags:
    Donald Trump, Twitter, EUA, bloqueio, censura, eleições nos EUA, Capitólio dos EUA
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