06:06 25 Julho 2021
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    O Departamento de Estado dos EUA integrou Cuba nesta segunda-feira (11) à lista de países patrocinadores do terrorismo. Anúncio era esperado e havia sido sinalizado anteriormente pela administração de Donald Trump.

    Cuba está de volta à lista de países considerados pelos EUA como patrocinadores do terrorismo. Washington havia retirado Havana da lista em 2015, em uma medida diplomática que visava melhorar os laços, inclusive econômicos, entre os dois lados.

    ​O apoio contínuo de Cuba ao terrorismo no hemisfério ocidental deve ser interrompido. Hoje [11] os Estados Unidos estão devolvendo Cuba à lista de patrocinadores do terrorismo para responsabilizar o regime de Castro por seu comportamento maligno.

    O governo do atual presidente dos EUA, Donald Trump, porém, já havia manifestado em maio de 2020 interesse no retorno de Cuba ao seleto grupo de nações classificadas pelos EUA como perigosas. Na ocasião, a Rússia criticou a proposta. Joe Biden, uma vez empossado na próxima semana, pode retirar a ilha da lista, embora o processo possa levar meses.

    ​Além de sanções, a iniciativa dos EUA posiciona Cuba na companhia do Irã, Coreia do Norte, Síria e Sudão, países considerados "patrocinadores do terrorismo".

    De acordo com o governo dos EUA, Cuba está supostamente abrigando fugitivos norte-americanos. Além disso, os EUA entendem que Havana se recusa a extraditar um colombiano, a pedido do Exército de Libertação Nacional (ELN), que estaria supostamente vinculado a um atentado a bomba em 2019.

    Os primeiros relatórios dos Estados Unidos considerando a possibilidade de posicionar Cuba em uma lista de Estados patrocinadores do terrorismo surgiram em maio. Segundo as autoridades, havia um "caso convincente" de que tal movimento deveria ser feito contra Havana. Em parte, foi alegadamente em função de seu apoio contínuo ao presidente venezuelano Nicolás Maduro, bem como o refúgio que fornece para líderes do grupo rebelde ELN da Colômbia.

    Cuba entrou para a lista de países patrocinadores do terrorismo em 1982, no governo de Ronald Reagan. Os Estados Unidos retiraram o país da lista em maio de 2015, em uma tentativa de eliminar um obstáculo fundamental ao restabelecimento dos laços diplomáticos entre os antigos inimigos. A mudança de política permitiu a Cuba realizar atividades bancárias nos Estados Unidos, entre outras atividades empresariais.

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    Tags:
    Departamento de Estado dos EUA, Havana, terrorismo, EUA, Cuba
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