12:29 21 Janeiro 2021
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    De acordo com o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, a democracia na Europa é impossível sem a democracia nos EUA.

    A declaração ocorreu na sequência dos protestos no Capitólio norte-americano. O ministro alemão também afirmou que Washington precisa juntar suas forças em um "Plano Marshall para a Democracia".

    As cenas dos apoiadores de Donald Trump invadindo o prédio do Capitólio norte-americano nesta quarta-feira (6), em um último esforço para impedir o Senado de certificar seu rival democrata, Joe Biden, como presidente eleito, aparentemente causaram uma forte impressão no diplomata alemão, bem como em toda a comunidade internacional.

    "Estamos prontos para trabalhar em conjunto com os EUA em um 'Plano Marshall para a Democracia' [...] Não devemos ceder aos inimigos da democracia liberal. Isso não se aplica apenas aos EUA, mas também à Alemanha e à Europa [em geral]", afirmou Maas durante entrevista à agência de notícias DPA.

    O Plano Marshall, ou Plano de Recuperação Europeia foi um programa de ajuda econômica dos EUA aos países da Europa Ocidental após a Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de reconstruir economicamente os países europeus destruídos pela guerra.

    Maas afirmou que a democracia corre risco e que um esforço semelhante deve ser considerado para a preservar em ambos os lados do Atlântico.

    Confronto entre policiais e manifestantes em frente ao Capitólio norte-americano
    © AFP 2020 / Roberto Schmidt
    Confronto entre policiais e manifestantes em frente ao Capitólio norte-americano

    "Sem a democracia nos EUA, não há democracia na Europa", declarou.

    Ele também afirmou que Berlim não poupará esforços para restaurar sua parceria com Washington após a posse de Joe Biden.

    Os laços entre os dois países estavam comprometidos há décadas, tendo sido ainda mais prejudicados com Trump na Casa Branca. Nos últimos anos houve uma série de divergências entre os dois países, incluindo os gastos da OTAN, tarifas comerciais, política iraniana e a construção do gasoduto Nord Stream 2, que conecta a Alemanha e a Rússia.

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    Tags:
    eleições presidenciais, protestos, Capitólio, EUA, Alemanha
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