18:36 15 Outubro 2021
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    Às vésperas de deixar o cargo de presidente dos Estados Unidos, Donald Trump assinou nesta terça-feira (5) uma ordem executiva que proíbe transações com oito aplicativos chineses, incluindo a plataforma de pagamentos Alipay.

    Os aplicativos QQ Wallet, WeChat, CamScanner, SHAREit, Tencent QQ, VMate e WPS Office são os outros com os quais as transações estão proibidas. A medida visa impedir que a China obtenha dados sensíveis e confidenciais de usuários norte-americanos.

    O documento da ordem executiva diz que "acessando dispositivos eletrônicos pessoais como smartphones, tablets e computadores, os aplicativos de software chineses podem acessar e capturar uma vasta gama de informações dos usuários, incluindo informações confidenciais de identificação pessoal e informações privadas". A coleta destes dados, segundo o documento, "permitiria à China rastrear a localização de funcionários federais e contratados e construir dossiês de informações pessoais".

    Telefone celular com aplicativo TikTok aberto (imagem referencial)
    © Foto / Pexels cottonbro
    Telefone celular com aplicativo TikTok aberto (imagem referencial)

    Outro trecho do documento afirma que "os Estados Unidos devem tomar medidas agressivas contra aqueles que desenvolvem ou controlam aplicativos de software chineses para proteger nossa segurança nacional".

    Um funcionário da Casa Branca disse à Reuters que, ainda que a ordem dê 45 dias para que o Departamento de Comércio dos EUA tome ação sobre a medida, o departamento planeja agir antes de 20 de janeiro, data em que Trump deixa a presidência do país.

    A ordem executiva vem ao encontro das várias investidas realizadas ao longo dos últimos meses pelo governo Trump para banir o aplicativo chinês TikTok nos Estados Unidos. Na última delas, em 28 de dezembro, Washington entrou com uma apelação contra a ordem de um juiz federal que impediu o Departamento de Comércio dos EUA de impor restrições ao aplicativo de compartilhamento de vídeos. A proibição do aplicativo segue em disputa na Justiça.

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    Tags:
    China, Donald Trump, Estados Unidos, dados, diplomacia, economia
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