18:33 25 Janeiro 2021
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    A demanda de energia pela China continua crescendo apesar da pandemia da COVID-19, o que é uma boa notícia para várias nações sul-americanas produtoras de petróleo, especialmente Brasil e Argentina.

    A China é a maior importadora de petróleo bruto do mundo, e aumentou as importações em 9,5% de janeiro a novembro de 2020, quando comparadas ao mesmo período no ano anterior. Nesse período, os cinco principais fornecedores do recurso em questão à China foram a Arábia Saudita, a Rússia, o Iraque, o Brasil e Angola.

    Segundo o portal Oil Price, a procura de energia pela China continuará aumentando durante 2021, uma vez que sua economia está crescendo de novo.

    O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do gigante asiático crescerá cerca de 8,2% neste ano, e tamanha aceleração econômica impulsionará um maior consumo de petróleo e gás natural no país asiático. Prevê-se que a China poderia se tornar a maior refinadora do mundo em 2025, e espera-se que a sua capacidade em refinamento se expanda em quase 3%.

    Os petróleos brutos leve e médio do Brasil são atraentes para as refinarias mundiais, porque são transformados em combustíveis de alta qualidade com baixo teor de enxofre, explica a publicação. Até setembro de 2020, Brasil conseguiu deixar Iraque para trás, e se tornar o terceiro maior exportador de petróleo bruto para China.

    Outro país exportador beneficiário do apetite insaciável da China por energia, e sua crescente sede por petróleo bruto leve e médio, é a Argentina, que exporta principalmente o escalante, um petróleo médio e de alta qualidade.

    A procura por tipos de petróleo mais leves está crescendo devido ao impulso global para a redução do teor de enxofre dos combustíveis, e pela facilidade do processo de refinamento em comparação com petróleos mais pesados.

    A contínua demanda da China por energia e a necessidade de impulsionar as importações de petróleo bruto para atender ao consumo crescente serão as principais impulsionadoras do auge petrolífero na América do Sul, especialmente quando a segunda maior economia do mundo tenta garantir sua segurança energética mantendo reservas estratégicas de petróleo, conclui o artigo.

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    Tags:
    América Latina, petróleo, China, Argentina, Brasil
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