04:10 31 Julho 2021
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    O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, assegurou que o serviço de inteligência bolivariano está desmantelando um plano de boicote à Assembleia Nacional.

    "O plano foi chamado de 'boicote à Assembleia Nacional', estamos desmantelando-o agora, com provas nas mãos, com depoimentos das pessoas que participaram em reunião em Riohacha [norte da Colômbia], o governo da Colômbia manteve silêncio porque descobrimos o plano secreto dele para estes dias de dezembro e janeiro", assegurou o chefe de Estado durante entrevista transmitida pelo canal estatal venezuelano de televisão.

    Maduro indicou que em uma reunião celebrada no dia 21 de dezembro na referida cidade do norte da Colômbia, citada por funcionários da inteligência, foi planejado atacar a Hidrelétrica Simón Bolívar, localizada em Guri, no sul da Venezuela.

    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala na sessão de encerramento da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela em Caracas
    © REUTERS / Miraflores Palace
    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fala na sessão de encerramento da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela em Caracas

    O líder venezuelano também detalhou que o plano incluía atacar uma refinaria, bem como destruir a sede principal do Palácio Federal Legislativo, onde funciona a Assembleia Nacional, em Caracas.

    Durante entrevista ao jornalista espanhol Ignacio Ramonet, Maduro indicou que em diversas oportunidades o presidente dos EUA, Donald Trump, autorizou planos coordenados com o líder colombiano, Iván Duque, para assassiná-lo, e ressaltou que "estes planos ainda estão vigentes".

    "Trump organizou diversas vezes o meu assassinato, Trump sentiu o gosto do assassinato, da morte [...]. Nós vamos descobrindo elementos e tomando medidas de proteção, não apenas da minha vida, mas da vida da minha família, da vida do alto comando político-militar e da vida das instituições", adicionou.

    O presidente venezuelano também afirmou que nos últimos anos sempre manteve espaços de aproximação a oposicionistas, incluindo com aqueles que decidiram pela abstenção nos comícios parlamentários do dia 6 de dezembro.

    Além disso, Maduro recordou que no dia 10 de janeiro de 2022, cumprirá três anos como presidente, e pode coletar assinaturas para um referendo revogatório sobre ao seu mandato, afirmando que, em 2024, mesmo com "chuva, trovão ou relâmpago", as eleições presidenciais ocorrerão na Venezuela.

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    Tags:
    eleições presidenciais, política, Venezuela, Nicolas Maduro
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