00:54 17 Janeiro 2021
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    Em meio a tensões vividas progressivamente entre os EUA e a China, Wall Street inicia corte de empresas de telecomunicações chinesas alegando que as companhias mantêm ligações com seus militares.

    Na quinta-feira (31), a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE, na sigla em inglês) anunciou o corte de três empresas de telecomunicações chinesas de sua lista. China Mobile, China Telecom e China Unicom Hong Kong, terão as ações cortadas na próxima semana, segundo comunicado de imprensa da NYSE.

    As ações serão suspensas entre os dias 7 e 11 de janeiro, enquanto os procedimentos para retirada já foram iniciados. De forma integral, a receita obtida por essas três empresas se encontra na China e não tem presença significativa nos EUA, mas apesar desse fato, todas foram alvo do governo de Donald Trump.

    Após Wall Street cortejar durante a última década empresas chinesas para listarem ações em seus mercados, a exclusão é vista como mais um golpe simbólico em meio ao aumento das tensões geopolíticas entre os dois países.

    Atualmente, existem mais de 200 empresas chinesas listadas no mercado de ações norte-americano, com uma capitalização total de US$ 2,2 trilhões (cerca de R$ 11,5 trilhões).

    Porém, as ações dessas três empresas específicas são pouco negociadas nos EUA, comparando com suas listagens primárias em Hong Kong. Na China, as empresas estatais dominam a indústria de telecomunicações.

    Em novembro de 2020, o presidente Donald Trump assinou uma ordem proibindo investimentos americanos em empresas chinesas de propriedade ou controladas pelos militares. Em dezembro, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou uma lei para expulsar empresas chinesas da NYSE se elas não cumprirem regras de auditoria.

    Ao que tudo indica, todas essas mudanças coincidem com um impulso ainda mais abrangente para aumentar a pressão sobre a China nos meses finais da presidência de Trump.

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    Tags:
    economia, Wall Street, China, EUA
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