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    Mundo enfrenta coronavírus no final de dezembro (111)
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    O ministro da Saúde da Argentina, Ginés González García, concedeu uma entrevista polêmica nesta segunda-feira (28) para uma rádio local de Buenos Aires.

    De acordo com informações publicadas pelo portal Clarin, ao ser questionado sobre a demora na chegada nos imunizantes da Pfizer contra a COVID-19, ele respondeu que não entende a razão da fabricante ter tantas demandas, "parece que não acreditam na vacina".

    Em outro trecho da entrevista, o ministro disse que "se a Argentina foi generosa com alguma empresa, foi com a Pfizer". O governo argentino chegou a oferecer uma estrutura para que fossem feitos estudos clínicos no país. Posteriormente, aprovou uma lei de fornecimento de imunizantes à pedido da Pfizer, que, pouco tempo depois, argumentou que o texto era insuficiente.

    O avião que realiza o transporte da vacina Sputnik V para a Argentina
    © Sputnik
    O avião que realiza o transporte da vacina Sputnik V para a Argentina
    A Argentina sustenta que o laboratório estabeleceu novas condições "inaceitáveis" para o fornecimento de vacinas, mas se recusa a entrar em detalhes. Na entrevista concedida nesta segunda-feira (28), o ministro da Saúde disse que "a verdade é que é muito difícil a gente fazer outra lei, além do fato de que não seria a coisa mais digna para o país", argumentou.

    Em outra declaração que se juntou às poucas sobre o tema, Ginés González García afirmou na semana passada que o compromisso que existia era que, "se a Argentina colocasse voluntários, teria prioridade para negociar, mas a negociação não é fácil, ainda é um produto comercial".

    A Pfizer desenvolveu um teste no país envolvendo cerca de 6.000 voluntários, o que parecia colocar a Argentina em uma boa posição para a vacina. No entanto, o governo acabou optando por selar um novo acordo com a Rússia para a Sputnik V.

    ​A distribuição do Sputnik V

    Enquanto isso, o ministro da Saúde comemorou a distribuição da vacina russa e destacou que o país já adquiriu 51 milhões de doses. Ontem (27), Ginés González García escreveu em uma rede social que tratava-se de um dia histórico para os argentinos. "Iniciamos a distribuição da vacina Sputnik V para chegar a cada província argentina, com logística federal, equitativa e proporcional".

    De forma coordenada com todas as províncias, iniciamos a distribuição das vacinas para todo o país. Começa a Campanha de Vacinação mais importante da nossa história, que estejamos unidos, trabalhando por uma Argentina mais federal.

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    Tags:
    vacinação, vacina, saúde, Rússia, Sputnik V, Pfizer, Argentina, COVID-19
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