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    O futuro presidente dos EUA, Joe Biden, alertou neste sábado (26) sobre "consequências devastadoras" para milhões de americanos em dificuldades se Donald Trump não assinar o pacote de estímulo econômico.

    Depois de meses de negociações, o Congresso norte-americano adotou na segunda-feira (21) um plano de apoio à economia de cerca de US$ 900 bilhões (cerca de R$ 4,7 trilhões), mas Donald Trump o rejeitou, pedindo, entre outras coisas, um aumento na ajuda direta às famílias, conforme publicado pela AFP.

    Presidente eleito dos EUA, Joe Biden
    © AP Photo / Kevin Lamarque
    Presidente eleito dos EUA, Joe Biden

    "Esta abdicação de responsabilidades tem consequências devastadoras", alertou Biden, referindo-se em particular ao fim, a partir deste sábado (26), do seguro-desemprego para 10 milhões de pessoas e ao fim do atual financiamento dos serviços do Estado em 28 de dezembro.

    A medida de estímulo conta com um financiamento de US$ 1,4 trilhão (cerca de R$ 7,3 trilhões), sem o qual o governo será forçado a parar as atividades à meia-noite de segunda-feira (28).

    Donald Trump, presidente dos EUA, acena ao embarcar em avião em Maryland, EUA, 23 de dezembro de 2020
    © REUTERS / Tom Brenner
    Donald Trump, presidente dos EUA, acena ao embarcar em avião em Maryland, EUA, 23 de dezembro de 2020
    "Em apenas alguns dias, o financiamento do governo expirará, colocando em risco serviços vitais e salários de militares. Em menos de uma semana, uma moratória sobre despejos expira, colocando milhões de pessoas em risco de serem forçadas a deixar suas casas durante o feriado", acrescentou Biden.

    Em um vídeo na última terça-feira (22), Trump, que deve deixar o cargo em menos de um mês, chamou o valor aprovado pelo Congresso de "uma desgraça", apesar de ter sido aprovado por uma grande maioria bipartidária.

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    Tags:
    financiamento, governo, Congresso dos EUA, Donald Trump, Joe Biden, economia, EUA
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