14:04 17 Maio 2021
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    No início desta semana, um ataque cibernético afetou centenas de companhias e várias entidades federais dos EUA. Parte da mídia norte-americana imediatamente afirmou que os responsáveis teriam o apoio de um governo estrangeiro, sendo a Rússia a principal suspeita.

    Na quinta-feira (17), o presidente eleito Joe Biden jurou tomar medidas contra os culpados pelo ataque cibernético, sublinhando que faria da segurança cibernética norte-americana "uma prioridade máxima" assim que assumisse, oficialmente, o cargo de presidente.

    "Em primeiro lugar, nós temos de impedir nossos adversários de conduzirem ataques cibernéticos significativos. Nós vamos fazê-lo, entre outras coisas, impondo custos substanciais a todos os responsáveis por esses ataques maliciosos, entre outras medidas, inclusive em coordenação com os nossos aliados e parceiros", declarou Biden.

    O democrata acrescentou que embora ainda não esteja tudo claro sobre o ataque, o que importa é que é "um assunto de grande preocupação".

    Declaração do presidente eleito, Joe Biden, sobre cibersegurança.

    O que se sabe?

    A companhia de cibersegurança FireEye informou que o ataque desta semana foi conduzido através da rede Orion, criada e comercializada mundialmente pela companhia americana Solar Winds. O grupo é visto como "sofisticado" e, alegadamente, "suportado por um governo estrangeiro".

    Na terça-feira (15), o Departamento de Segurança Interna dos EUA reconheceu a existência de "brechas" cibernéticas no governo federal, e que estava "trabalhando na resposta federal em conjunto com nossos parceiros nos setores público e privado".

    A Agência de Cibersegurança e Infraestrutura de Segurança (CISA, na sigla em inglês) dos EUA reportou na quinta-feira (17) que o ataque cibernético teve um grave impacto em todos os níveis do governo americano. O Comitê de Segurança Interna e o Comitê de Supervisão e Reforma também asseguraram, no mesmo dia, que estão investigando o ataque em causa.

    O que dizem os veículos de imprensa?

    Segundo o jornal The New York Times, e de acordo com o Departamento de Segurança Interna, os hackers estão utilizando diferentes tipos de malware e várias outras técnicas.

    Contudo, a investigação ainda não tem uma lista compreensiva sobre que softwares foram corrompidos nas agências governamentais dos EUA.

    De acordo com os relatórios, os hackers conseguiram penetrar com sucesso no Departamento do Tesouro e na Administração de Telecomunicações Nacionais e Informação. Outras entidades também foram afetadas, tais como o Pentágono, o Departamento de Comércio, e institutos nacionais de saúde, entre outras.

    O jornal Politico citou, na quinta-feira (17), fontes que informaram que os hackers conseguiram também acessar o Departamento de Energia e a Administração de Segurança Nuclear Nacional, que contém as armas nucleares americanas, em uma "operação de espionagem extensiva". Porém, foi garantido que a segurança nacional nunca chegou a estar comprometida.

    Hackers russos de novo?

    Não demorou muito até que o jornal The Washington Post acusasse sem provas o grupo de hackers Cozy Bear, suspeito de ter ligações com governo e inteligência russos, pelo ataque cibernético em análise.

    Tais acusações foram recebidas com ceticismo em Moscou, tendo a Embaixada da Rússia nos EUA as criticado como "sem fundamento" e, mais uma vez, reiterado que a Rússia "não conduz operações ofensivas no campo cibernético".

    O sentimento antirrusso já é bem conhecido nos EUA, especialmente no domínio da segurança. Deste modo, é fácil "prever" que mais acusações contra o Kremlin podem vir a surgir.

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    Tags:
    hackers, Rússia, segurança nacional, ataque cibernético, cibersegurança, EUA
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